A menina que contou ter sido estuprada durante toda a noite pelo padrasto tem 12 anos e passou para 5ª série. Quem a vê, pensa que é ainda mais nova. Franzina e de baixa estatura, aparenta no máximo oito anos. É uma garota inteligente e bem articulada. Seu sonho é ir para um orfanato e ser adotada por uma família estruturada para poder continuar estudando. “Quero ser manicure, fazer a unha e cortar o cabelo das pessoas”, diz, com a inocência de criança que ainda é.
Ela não sabe ao certo quanto tempo teria passado nas mãos do lavrador, mas tem certeza de que viveu os piores momentos de sua curta vida. “Ele falava que enfiaria a faca em minha orelha se eu não ficasse quieta. Fiquei com muito medo. Chorei e pedi para ele não fazer aquilo comigo. Ele quase me bateu. Não adiantou nada eu falar para ele parar. Abusou de mim a noite inteira”.
No dia seguinte, a menina foi pressionada por uma tia, irmã do lavrador, que é vizinha da residência onde ocorreu os fatos, e disse a ela que havia sido abusada. Horas depois, a polícia foi avisada e prendeu o acusado. Se depender da pequena vítima, ele passará um longo período na cadeia. “Estou com muita raiva.
Espero que fique preso para sempre, que morra”. Segundo familiares, esta não teria sido a primeira vez que ela seria vítima de tarados. Há dois anos, um ex-policial militar teria aliciado e passado a mão nela. O caso não foi levado ao conhecimento da polícia na época.
Na tarde de ontem, o Conselho Tutelar de Franca a encaminhou para ser examinada no hospital. Depois, foi entregue aos cuidados de uma família de apoio. A menor também deverá ser submetida a tratamento psicológico
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