“Tom Jobim, deputado eleito pelos sabiás, canários e curiós para falar, não aos povos da Zona Sul, mas a toda criatura capaz de ouvir e de entender pássaros, trazendo-nos uma interpretação melódica da vida”.
Carlos Drummond de Andrade, poeta
“Tom Jobim escreveu e compôs o poema musical das Águas de Março, coisa bela e estranha, dura; fere o coração com um toque de pedra e depois o afoga na cheia das águas. Promete e recorda, memória de infância e angústias da força do homem. E até num velho pode suscitar nostalgias antigas”.
Raquel de Queiroz, escritora
“O trabalho que fiz com Tom Jobim foi um dos que mais me deram satisfação pessoal e profissional em minha carreira. Ele era um gênio e fazia qualquer um que trabalhava com ele sentir-se bem”.
Frank Sinatra, cantor
“Ele pra mim desbancou todo mundo, porque eu conhecia bastante música brasileira, essa música dos anos 30, anos 40, porque lá em casa sempre houve muita música, meus pais cantavam muito Noel Rosa, tinha histórias de Ismael Silva, Ataulfo Alves. Chegou a Bossa Nova eu rompi com esse passado todo. Houve um tempo em que eu não podia nem ouvir falar”.
Chico Buarque de Holanda, compositor, dramaturgo, poeta, cantor e escritor
“Aí um dia me disseram ’ouve isso aqui’. Era o 78 rotações do Chega de Saudade. (...) Comecei a prestar atenção a essas novidades e o Tom estava sempre associado a elas. Cada vez eu ouvia falar mais nele. De cada fonte surgiam mais elogios. Aquele garoto é demais, é um talento”.
Dorival Caymmi, compositor
“Essa forma de expressão musical de extremo bom gosto, sutil, de e-levado padrão artesanal, descontraída e otimista como o próprio Brasil da época, o da era Juscelino, iria não apenas mudar radicalmente o curso de nossa música popular, como também provar que sua qualidade artística possuía nível internacional”.
Júlio Medaglia, regente
“Vou confessar a você, Tom, sem o menor vestígio de mentira: sinto que se eu tivesse tido coragem mesmo, eu já teria atravessado a minha porta, e sem medo de que me chamassem de louca. Porque existe uma nova linguagem, tanto a musical quanto a escrita, e nós dois seríamos os legítimos representantes das portas estreitas que nos pertencem. Em resumo e sem vaidade: estou simplesmente dizendo que nós dois temos uma vocação a cumprir”.
Clarice Lispector, poetisa
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