A propósito da opinião do leitor Ademir da Rosa (edição de 21/01/07) e do leitor Antônio Jardim (edição de 20/01/07), cumprimento-os pela manifestação neste espaço democrático do jornal Comércio da Franca. Quanto ao caso dos telefonemas, tenho a esclarecer que tomamos todas as providências cabíveis, a saber: graças a rigoroso controle mantido na Câmara Municipal, descobrimos as ligações telefônicas irregulares no valor acumulado de R$ 960,00; instauramos o processo administrativo para ressarcimento dos cofres públicos; apuramos, através de recurso tecnológico instalado no sistema PABX da Câmara Municipal, o número do ramal de onde partiram as ligações. Como cada ramal da Câmara Municipal tem um responsável e, na certeza de de mais de 90% das ligações telefônicas foram registrados num único ramal, a pessoa responsável pelo mesmo tem de dar conta de quem efetuou as ligações, pois foram afastadas todas as hipóteses de falha no sistema telefônico. Ao leitor Antônio Jardim, informo que não foi transferida "responsabilidade para a secretária responsável pelo sistema de telefonia". Na verdade, a maioria das ligações telefônicas partiram de um ramal telefônico cujo responsável também operava eventualmente o sistema de PABX da Câmara em substituição às telefonistas quando ocorria falta ao serviço. Também concordo com o leitor Jardim que a restituição do dinheiro não isenta o culpado de outras punições cabíveis. Basta aplicar a lei. Afinal, o ato praticado expôs a Câmara Municipal e colocou todos os integrantes da instituição como "suspeitos" perante a opinião pública. Este é o comentário que se ouve por aí.
Afonso Teodoro de Souza Filho
é ex-diretor da Câmara Municipal de Franca
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