Galerias rompidas, enormes crateras abertas no asfalto, pontes quebradas, paredes dos Córregos dos Bagres e Cubatão desabando e casas condenadas. O cenário do temporal que arrasou Franca no início de dezembro e somou prejuízos na ordem de R$ 2,4 milhões voltou a se repetir neste fim de semana. Desta vez, em proporções muito maiores. A Secretaria de Serviços e Meio Ambiente, que nem bem chegou a recuperar aqueles estragos, ainda não terminou de levantar os novos prejuízos, mas a secretária da pasta, Valéria Marson, garante: “Não somamos os valores, mas os danos já são bem superiores que os avaliados em dezembro. Com certeza, os prejuízos já ultrapassaram os R$ 2,4 milhões de dezembro”.
Até a tarde de ontem, a equipe de Serviços da Prefeitura já havia detectado vinte pontos de erosão ao longo do Canal dos Bagres, na Avenida Hélio Palermo; seis pontes em estradas vicinais destruídas; uma ponte comprometida no Jardim Palma e outra na Avenida Ismael Alonso y Alonso, na rotatória do Auto Franca.
Na Avenida Antônio Barbosa Filho, onde uma parede do canal estava sendo recuperada, a situação se agravou e os estragos ameaçam atingir a pista. “Tivemos de colocar equipes lá para trabalhar com a máxima urgência”, disse Valéria.
O número de galerias rompidas com a chuva do fim de semana também foi grande. Quatro equipes estão mobilizadas para reparos em diversos pontos da cidade. “Ainda não foi possível contabilizar o número de galerias destruídas, mas um dos casos mais graves foi na Avenida Teodoro Geraldo Martins, na Vila Tótoli, onde o asfalto cedeu e abriu uma enorme cratera”.
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Saindo do perímetro urbano, as estradas rurais estão intransitáveis. Na região do Paiolzinho, a preocupação, segundo Valéria Marson, é com o desabamento de terras em vários pontos. “As estradas estão rachando. A situação é grave. Nesses locais, o trabalho também não pára”.
Na avaliação do secretário Wilson Teixeira, da pasta de Planejamento Urbano, os pontos mais críticos estão concentrados nos córregos. “São locais em que os prejuízos são maiores e demandam mais tempo para recuperar. Remendar ruas é bem mais fácil”.
De acordo com o secretário, os trabalhos nos córregos só serão concluídos quando a chuva parar. “Depois que a chuva der trégua e as equipes trabalharem 45 dias ininterruptos é que vamos conseguir deixar os córregos como estavam”.
RESIDÊNCIAS
O saldo negativo das chuvas do fim de semana não ficou restrito aos problemas em galerias, córregos e estradas. Pelo menos quatro famílias tiveram de deixar suas casas por conta de desabamento. No Jardim Palma, a situação foi mais grave. Duas casas tiveram paredes destruídas. Em outros dois imóveis, no Jardim Paulistano e Francano, moradores deixaram o local por conta da queda do muro de arrimo. “As famílias foram para casa de parentes até que os imóveis sejam avaliados”, disse Wilson Teixeira.
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