Prefeitura age e dá 24h para o fim do ‘piscinão’


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Maria Jerônima salva Gabriel Marcos no piscinão da Av. Major Nicácio
Maria Jerônima salva Gabriel Marcos no piscinão da Av. Major Nicácio
Depois do acidente com o garoto Gabriel Marcos, 7, que quase se afogou no ‘piscinão’ da Avenida Major Nicácio e foi salvo pela mãe que também não sabia nadar, a Prefeitura de Franca deu um prazo de 24 horas, a contar da tarde de ontem, para que a Habitat Empreendimentos, empresa responsável pela obra inacabada, fechasse o acesso ao local e esgotasse a água represada no subsolo. Um relatório dos riscos que a área representa à população também foi encaminhado ao Ministério Público pelo setor jurídico da Prefeitura. Na tarde de segunda-feira, a mãe de Gabriel, Maria Jerônima, pegava água em uma bica d’água que fica no local. O garoto e seus dois irmãos, que também estavam no local, brincavam nas redondezas. Ao tentar pegar pequenos peixes existentes no piscinão, Gabriel caiu na água e Maria, sem pensar duas vezes, se jogou para salvá-lo. A mulher ainda foi auxiliada pelo motorista do Comércio, Wilson Batista, e por populares que estavam na região. Todas as cenas, o desespero e a coragem da mãe foram registradas pelo fotógrafo do jornal Tiago Brandão e ganharam o mundo. O jornal Comércio da Franca retratou a situação no local em matérias publicadas nos dias 14 e 16 de dezembro de 2006 e no dia 18 de janeiro. “Mato alto, lixo por todos os cantos, mal cheiro, ferros apodrecendo e muita sujeira cercam a lagoa. Não há qualquer alerta sobre os perigos. Também não existem proteção contra quedas ou invasões”, escreveu a repórter Renata Modesto em matéria publicada no dia 18 de janeiro. Desde então, nenhuma medida efetiva para resolver o problema foi tomada pelas autoridades. Depois da repercussão que as fotos de Maria Jerônima salvando seu filho ganharam em todo o País, Wilson Teixeira, secretário de Planejamento Urbano, disse que se a Habitat não cumprir o determinado, a Prefeitura fará o serviço, e depois cobrará a ação com juros. “Vamos esperar o prazo de 24 horas. Se não der resultado, nós limpamos a área, bombeamos a água e cercamos o local. Depois vamos cobrar da Habitat 20% a mais pelos serviços”. Air Fontanesi, chefe do setor de fiscalização, disse que este é o último prazo que a Habitat, que já foi multada duas vezes pelo mesmo problema, terá. Após essa nova tentativa de resolver a situação, o caso será discutido na Justiça. “Administrativamente foram esgotadas as providências. Eles tiveram prazo, esperamos uma assembléia onde decidiram que iriam retomar a obra, mas não sabem quando. Assim fica difícil”. No local onde hoje só se encontra mato, sujeira, ferragens e muita água, seria construído um prédio de 14 andares. A obra foi paralisada há oito anos ainda na fase da garagem subterrânea que se transformou no ‘piscinão’. Procurado pelo Comércio, Antônio Carlos Martins, proprietário da Habitat, disse ontem que já estava fazendo o orçamento de alambrados e grades para cercar o local e tapar o poço.

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