A eleição da AEC marca o fim de uma longa rixa entre duas correntes políticas do clube. Como resultado, o ex-presidente Wilson Pedro de Souza viu suas pretensões de voltar ao comando do clube irem por água abaixo, pelo menos pelos próximos dois anos.
Afastado no dia 3 de dezembro, por 142 votos a 1, em uma assembléia convocada pelo Conselho Deliberativo, o ex-presidente promete, agora, voltar a ser um sócio comum.
Depois de tomar conhecimento da derrota, Wilson manteve a serenidade e evitou falar sobre novas candidaturas. Ele afirmou que se comportará como todos os outros associados. “Continuarei freqüentando, trabalhando pelo clube, ajudando a AEC no que for necessário. Sempre que a AEC precisar de mim, estarei à disposição”.
A briga entre Wilson e o grupo que assume de vez a administração da AEC depois do dia 1º de fevereiro remonta a outubro de 2005. Membros do Conselho Deliberativo, com o apoio dos associados que hoje administram o clube, acusam o ex-presidente de ter frustrado uma auditoria contábil determinada por uma assembléia realizada naquele mês.
Wilson, por sua vez, sempre negou ter embargado a auditoria. Ele diz que recusou apenas que o processo fosse feito por uma empresa indicada por seus opositores. A discussão, objeto de ações judiciais, está sob análise da Justiça.
Na semana passada, a disputa política dento do clube apimentou a rivalidade. A comissão interina de sócios protocolou duas representações contra Wilson Pedro de Souza no MPF (Ministério Público Federal). As denúncias incluem desde apropriação indébita de verbas previdenciárias até a falsificação da assinatura de um membro de sua própria chapa.
Com base em documento enviado pela comissão, o Conselho Deliberativo chegou a impugnar a candidatura do ex-presidente. No entanto, Wilson, que acusa os adversários de perseguição política, conseguiu uma liminar que o permitiu concorrer na eleição.
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