"Vou comprar comida". Com a frase, a aposentada Aparecida Oliveira, 74, definiu o destino dos R$ 93 que receberá mensalmente do Renda Mínima - programa mantido pela prefeitura e que repassa ajuda financeira às famílias carentes. A aposentada integra a lista dos novos beneficiados do programa neste ano. Na manhã de ontem, todos receberam cheques na secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social, durante solenidade que contou com a presença do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e do secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Roberto Nunes Rocha.
Ao todo, 97 famílias foram inseridas no Renda Mínima, ampliando o número de beneficiados de 454 para 551. A partir de fevereiro todas terão um cartão para sacar o valor nos caixas de auto-atendimento da Caixa Econômica Federal e casas lotéricas. "Só a primeira arremessa é que veio em cheques", explica Rocha. Segundo ele, o dinheiro é repassado às famílias por um ano. Após esse prazo haverá uma nova avaliação pelas assistentes sociais e o benefício poderá ser prorrogado por mais um ano.
A prioridade de Aparecida Oliveira em comprar comida se justifica. Ela mora no Jardim Luiza l, com uma neta de 13 anos. Paga R$ 180 de aluguel e a aposentadoria de R$ 350 é o único dinheiro que as duas contam. Para Aparecida, os R$ 93 chegou em boa hora. "Vou poder complementar a renda de casa e comprar o que comer".
Para Maria de Lourdes Lima, de 56 anos, moradora do Centro, o dinheiro do programa será um alívio nas despesas da casa. "Vou usar para colocar as contas em dia. Meu marido ganha R$ 15 por dia na roça e o dinheiro quase não dá até o fim do mês". A família, de quatro pessoas, paga aluguel, mas só o marido de Lourdes trabalha.
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