O vigilante Altair Stefani, 54, morador do Jardim Redentor, morreu após sofrer uma queda do telhado de sua casa. Ele estava internado na Santa Casa e, durante a madrugada, não resistiu aos ferimentos. Stefani foi arrumar uma telha da garagem do seu imóvel na tarde de sexta-feira, quando caiu. É a segunda morte provocada por queda de telhado em um mês. No dia 19 de dezembro, o calheiro João Sérgio da Silva, 59, morreu quando executava serviços no telhado de uma casa.
Uma goteira na garagem fez com que o vigilante subisse no telhado para resolver o problema. Altair estava incomodado vendo a água da chuva cair sobre seu veículo. Na tarde de sexta-feira, ele subiu na casa e foi arrumar uma telha de plástico que havia se desencaixado da calha.
Ninguém sabe, ao certo, o que aconteceu em cima do imóvel, mas de repente a telha em que ele estava apoiado quebrou.
O local não é muito alto, mas as circunstâncias em que aconteceu a queda provocaram os graves ferimentos. O vigilante bateu violentamente a cabeça no carro e em seguida no piso da garagem.
“A telha de fibrocimento quebrou e ele bateu o rosto na quina da porta do carro. Em seguida, caiu no piso da garagem. Se tivesse caído no rumo do capô do veículo, não tinha sido tão grave. Minha mãe escutou o barulho e viu meu pai agonizando com dores.
Ele estava consciente”, disse Vânia Alves, filha do vigilante.
Com fraturas nas costas, traumatismo craniano e suspeita de ter também fraturado a bacia, ele foi socorrido para a Santa Casa, onde permaneceu internado em estado grave. Por volta de 1h55, o vigilante não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu.
Altair Stefani trabalhava como vigilante de supermercado. Seu sepultamento foi realizado na tarde de ontem no Cemitério da Saudade, com trabalhos da Funerária São Francisco.
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