Escolas ainda estão ‘peladas’


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PASSOS LENTOS - No ateliê da Aliados da Santa Cruz, a produção de fantasias ainda é pequena. Confecção ganhará maior ritmo na próxima semana. Na foto, ensaio da escola para o Carnaval 2007
PASSOS LENTOS - No ateliê da Aliados da Santa Cruz, a produção de fantasias ainda é pequena. Confecção ganhará maior ritmo na próxima semana. Na foto, ensaio da escola para o Carnaval 2007
O soar dos tambores ainda é fraco, as fantasias são apenas idéias no papel e os carros alegóricos, simples armações de ferro. A menos de um mês do Carnaval, os preparativos nas escolas de samba de Franca quase não existem. Há inclusive, agremiações totalmente cruas, somente com o samba-enredo definido. Para algumas paira até mesmo a dúvida se vão para a avenida a partir do dia 17 de fevereiro. A tardia liberação do dinheiro pela Prefeitura é apontada como um dos motivos do atraso. Na Unidos da Cidade Nova, uma das mais antigas da cidade, o presidente Vanderlei Domingos, tem dificuldades até de encontrar passistas. “Ninguém dá mais crédito para o desfile de Franca, que no passado foi considerado um dos melhores da região, ao lado de Batatais”. Em 2005, a escola foi penalizada por desfilar com um número de integrantes menor do que o permitido. “As dificuldades são muitas, mas queremos desfilar e garanto que com empenho conseguiremos fazer um Carnaval razoável”, revelou Domingos. Mesmo com o reaproveitamento de materiais dos carnavais passados e o esboço do que querem apresentar nesse ano, a movimentação no ateliê da Aliados da Santa Cruz ainda é pequeno. O carnavalesco Agnaldo Nascimento já sabe a quantidade de lantejoulas, tecidos, paetês, plumas e outras matérias-primas que precisa comprar, mas a compra só será feita nesta segunda-feira. “Vou até São Paulo, porque em Franca além da oferta ser pequena, o preço é exorbitante e isso também contribui para atrasar a produção”. Com a compra feita, Nascimento acelerará o ritmo de confecção das fantasias e para isso espera contar com a ajuda de 25 pessoas que se revezarão em 12 máquinas de costura, dia e noite. A Embaixadores da Estação está em situação semelhante. Apesar dos ensaios terem começados, os protótipos das fantasias e carros alegóricos estão parados à espera da liberação da verba. “Estamos atrasados e isso afeta a qualidade do que será apresentado. Precisamos contar com ajuda da comunidade”. A exceção fica por conta da Império da Vila Formosa. Ainda assim, os preparativos da escola só começaram há duas semanas. “Guardamos um pouco de material de 2006 e estou usando dinheiro do próprio bolso para fazer algumas compras. Caso contrário, nada disso seria possível”. Os presidentes das escolas Pérola Negra e Filhos de Gandhi não foram encontrados pela reportagem. Segundo Reginaldo Emídio, presidente da Feac (Fundação de Esporte, Artes e Cultura), os recursos, que ao todo somam R$ 77 mil, devem ser liberados até o fim do mês. “O atraso ocorre porque as escolas não entregaram a documentação exigida dentro do prazo. Estamos pedindo os documentos desde setembro”.

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