Os primeiros estudos sobre a anencefalia (bebês que nascem sem cérebro) datam do início do século 19, mas pesquisas nesta área ainda são escassas. Até hoje a medicina não conseguiu descobrir o que desencadeia a malformação fetal que resulta no nascimento de anencéfalos.
Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, Inglaterra, Rússia e em alguns países da América Latina apontam para três causas possíveis. Nenhuma comprovada cientificamente. Entre elas, a deficiência do ácido fólico (nutriente presente principalmente em frutas e verduras), infecções contraídas anteriormente pela mãe ou agentes externos como poluição ou parasitas.
Não se sabe explicar porquê, mas a anencefalia é mais comum em bebês do sexo feminino e de raça branca. “Seu aparecimento se dá por uma falha na divisão celular que ocorre entre o 15º e o 20º dia de gestação, que mais tarde inviabilizará o desenvolvimento do cérebro”, explica o neurologista Saul Cypel, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Instituto de Neurodesenvolvimento Infantil. A maior parte dos anencéfalos acaba nascendo de forma prematura. “Não sobrevivem nem horas depois do parto”. As gestações levadas a termo costumam apresentar complicações para a mãe, como hipertensão e eclampsia. “É realmente uma gestação de risco”.
O tempo de vida de um anencéfalo, segundo o especialista, é determinado pela presença ou não do tronco cerebral e pelas condições em que este se encontra. “Quanto mais desenvolvido, maior o tempo estimado de vida para o recém-nascido”.
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