Entidades alertam para as causas do vício


| Tempo de leitura: 2 min
Os atendimentos prestados por clínicas e entidades de recuperação para dependentes químicos são reflexo dos números do Conselho Tutelar de Franca. Não existem estatísticas de menores que precisam de tratamento, mas no programa AA (Alcóolicos Anônimos), Associação Proreavi (Projeto de Restauração de Vidas) e Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino) a procura por parte dos adolescentes está em ascensão. Nessa última, em 2005, foram feitos 45 pedidos de vagas para meninas entre 12 anos e 17 anos e 11 meses; no ano passado, foram 53 solicitações. No AA, que se instalou em Franca há quase 32 anos, a idade média das pessoas que procuram ajuda caiu. "Quando comecei no grupo, eu tinha 31 anos e era o mais novo da turma. Acredito que hoje o mais novo tenha 28 anos. Já percebemos nas reuniões que pessoas com 13, 14 e 15 anos também procuram ajuda e são moços e moças", disse Ned, um dos iniciadores do programa na cidade. Segundo ele, boa parte dos menores que são dependentes do álcool começam a ingerir bebidas alcoólicas por influência dos amigos e por falta de informação. "Muitos começam nessa vida pelo espírito aventureiro; para acompanhar os amigos. Não querem ficar de fora do grupo. Outros não sabem do perigo das bebidas, que elas viciam, podem destruir o organismo, afetando coração, fígado e as células nervosas. É muito triste isso" O mais preocupante, segundo ele, é que o consumo de álcool pode ser a porta de entrada para o de substâncias proibidas e mais pesadas. "Depois da bebida, o jovem costuma ficar mais desinibido e é mais facilmente manipulado a aceitar novas drogas. Perdem o controle e começam com maconha, cocaína... Acabam literalmente se perdendo", disse Ned. Como no alcoolismo entre jovens, a dependência das drogas também está relacionada ao circulo de amizade dos menores. A assistente social da Proreavi, Sueli Soares, também apontou a interferência das companhias como um dos principais fatores que levam os adolescentes a consumir cocaína, maconha, crack, etc. "A falta de estrutura familiar e problemas emocionais diversos também são comuns entre os internos que atendemos na Proreavi. Para estes, as drogas funcionam como um refúgio". A entidade atende dependentes químicos há 9 anos. Hoje, dos 22 atendidos, 8 têm entre 14 e 18 anos. "É um número alto, mas, pelo menos, estes estão se tratando".

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários