Prefeitura escolhe ‘cabeças’ para pensar Franca de 2020


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O vice-prefeito Ary Pedro Balieiro encabeça o grupo de trabalho que planejará Franca pelos próximos 13 anos
O vice-prefeito Ary Pedro Balieiro encabeça o grupo de trabalho que planejará Franca pelos próximos 13 anos
Como será Franca em 2020? A resposta ainda é uma incógnita, mas com a projeção do Seade (Sistema Estadual de Analise de Dados), divulgada nesta semana, de que a cidade ultrapassará os 410 mil habitantes nos próximos 13 anos, a Prefeitura de Franca resolveu começar a traçar um planejamento de como será a cidade no futuro. Para projetar o que será preciso fazer ou melhorar na capital do calçado, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) resolveu criar um Grupo de Trabalho e delegar a coordenação ao vice-prefeito, Ary Pedro Balieiro (PTB). Outros nomes também comporão a equipe, mas eles ainda não estão definidos. Sabe-se apenas que entre eles haverá arquitetos, urbanistas, economistas e profissionais ligados ao sistema social. O projeto dará as diretrizes básicas para os diversos setores de governo: educação, saúde, transporte, meio ambiente, habitação, cultura, promoção social, esportes, segurança pública, abastecimento, infra-estrutura e serviços de utilidade pública. “Todos os pontos serão focados, mas segurança, saúde e educação são os que a população sempre pede maior atenção”, disse Balieiro. Segundo ele, o estudo ajudará a ordenar a ocupação da cidade, a distribuição das construções, a malha viária, o sistema de saúde e o transporte coletivo. “Franca tem uma vocação de crescimento horizontal grande e nós precisamos atentar para isso”. Após a conclusão do esboço do plano, a idéia é buscar apoio em centros de excelência (universidades) para viabilizar os projetos. “Fica difícil falar quantas escolas, unidades básicas, moradias ou outros instrumentos serão precisos, tudo isso é muito aleatório. Precisamos de dados estatísticos e começarmos a trabalhar não só para quatro anos, mas para o futuro. Todas os setores estão em alerta”, destacou o vice-prefeito. Uma das primeiras mudanças nesse sentido ocorre na malha viária da cidade. Somente em 2006, mais de R$ 5 milhões foram investidos em modificações no sistema de tráfego. A maioria das intervenções ocorreu na região do Posto Galo Branco. Aliadas às obras de melhoria do trânsito, ainda foram realizados ajustes para resolver o problema das tradicionais enchentes ao longo das margens do Córrego dos Bagres, ladeado pelas Avenidas Hélio Palermo e Antônio Barbosa Filho - entretanto, as chuvas levaram parte dessas obras, que deverão ser refeitas. Em estudo ainda está a construção de dois viadutos sobre a Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, no cruzamento da via com as Avenidas Champagnat e Major Nicácio. As obras resolveriam os congestionamentos em ambas as regiões em horários de pico. “Não temos como controlar o crescimento, mas podemos evitar que ele ocorra de forma desordenada. Vamos trabalhar para atender a demanda de acordo com a nossa capacidade”.

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