A doméstica Elza da Silva Ferreto, 58, finalmente teve seu problema resolvido. Vítima de um aneurisma ilíaca (entupimento de artéria) na perna esquerda, ela foi operada na Santa Casa na noite de ontem após semanas de calvário.
Até chegar à mesa de operações, Elza havia passado sete vezes no Pronto-Socorro “Dr. Janjão” e outras duas na própria Santa Casa. Elza deverá ficar em recuperação no CTI pelo menos até terça-feira.
A cirurgia, segundo sua cunhada, a professora Ione de Oliveira, 41, foi realizada com êxito, mas o estado de Elza ainda é delicado. “Ela perdeu muito sangue e terá de passar por transfusões. O problema estava muito grave e ela ainda corre riscos”, disse.
Para Ione, se o atendimento à cunhada tivesse sido melhor, sua situação agora não estaria tão preocupante. Ela criticou principalmente o vascular que atendeu Elza na quarta-feira, na Santa Casa. Mesmo com laudos médicos atestando a aneurisma, ele não a encaminhou ao NGA-16 por não considerar o caso grave. “Estamos estudando processá-lo. Foi incompetente. Se dependesse daquele sujeito ela estaria morta essa hora. O médico que a operou mesmo disse isso que se a veia estourasse ela morreria. É um absurdo”, disse.
‘VAMOS PUNIR’
A Santa Casa quer se redimir pela falha no atendimento a Elza e pelo risco de morte a que ela ficou exposta. O superintendente do hospital, Fernando Bueno, confirmou, ontem, que “algo de errado aconteceu”.
Segundo Bueno, foi instaurada uma severa apuração sobre o caso. “Chamei a diretora-técnica (Maria Auxiliadora Pedigoni) e o diretor-clínico (Marcelo Paula Lima) e exigi que apurem imediatamente o que houve e me relatem tudo. Se for constatada qualquer falha, com certeza, vamos punir os responsáveis”.
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