O padre Juscelino de Oliveira, 38, acusado pela Polícia Civil de violentar uma menina de apenas dez anos em Franca, foi suspenso pela Igreja Católica e está impedido de exercer o ministério até a conclusão das investigações. A suspensão foi determinada pelo bispo Dom Fernando Antônio Figueiredo, responsável pela Diocese de Santo Amaro, e já começou a valer ontem.
Todas as paróquias já foram informadas da decisão. O padre também responderá a um processo canônico e poderá ser expulso da igreja caso tenha a culpa comprovada. Ontem, a vítima prestou novo depoimento e reafirmou as acusações à polícia.
Após acompanhar pelas páginas do Comércio as informações sobre o caso, o bispo de Franca, Dom Caetano Ferrari, entrou em contato com Dom Fernando e o informou oficialmente das denúncias. A resposta foi imediata. “Do ponto de vista da igreja, já tomamos providência. Dom Fernando baixou decreto de suspensão do uso de ordens do padre até que sejam apurados os fatos. Como ele tem familiares em Franca, já comuniquei aos párocos e a todo o povo de Deus que o padre Juscelino de Oliveira está impedido de exercer o ministério”, confirmou Dom Caetano.
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Na manhã de ontem, o bispo recebeu o padre Juscelino na Cúria e conversaram sobre as denúncias. “Ele estava muito preocupado, emocionalmente abalado. Acho que não está dormindo há algumas noites. O padre negou as acusações”. Após o encontro, Juscelino viajou para São Paulo em companhia da mãe dele para se apresentar ao bispo de Santo Amaro. A reportagem entrou em contato com aquela diocese, mas o secretário de Dom Fernando disse que ele não estava.
Para o bispo de Franca, as acusações que pesam contra o padre são graves. Dom Caetano, no entanto, alertou que é preciso ter cautela no momento. “Por enquanto, temos apenas denúncias. É preciso ter cuidado e fazer uma investigação profunda para tirar isso a limpo. O assunto é grave, sem dúvida nenhuma. Se ele for responsabilizado, também terá que sofrer as conseqüências do ponto de vista canônico”.
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