Depósito de lixo, esconderijo para marginais e abrigo para animais peçonhentos. Os matagais, que se alastram graças às chuvas, têm se transformado no inferno de muitos francanos. No início do mês, a Prefeitura anunciou a realização de uma operação especial de fiscais para forçar donos de terrenos baldios a tomarem providência. A julgar pela situação em alguns bairros, a ação até agora teve pouco resultado.
No Jardim Tropical, as casas quase desaparecem em meio à altura dos matos. A dona de casa Vera Marítima sabe bem os transtornos que o terreno ao lado de sua casa, na Rua Amélia Alves Teixeira, no Jardim Tropical II, vêm causando. “Meu filho de cinco anos chegou a ficar com febre pela quantidade de picadas de insetos que levou no corpo. Agora, tenho que deixar as portas de casa fechadas”.
Valéria Marson, secretária de Serviços Municipais, disse que os donos de terrenos particulares já estão sendo notificados e, caso não façam a limpeza dos lotes, serão multados. “Nos terrenos particulares não há outra ação a não ser identificar e chamar o proprietário às suas responsabilidades. Se eles não limparem, nós limpamos, mas é cobrado”. Por enquanto, 107 donos de terrenos já foram notificados. Nenhum multado.
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Na Vila Santa Terezinha, o matagal próximo ao Centro Comunitário alcança dois metros de altura. Os entulhos depositados no local vão desde lixo doméstico a materiais de construção e restos de móveis. “Aqui se vê de tudo. E não é só lixo. Já encontramos cobras de todos os tamanhos”, disse o aposentado Geraldo Rodrigo da Costa, que mora vizinho à área. Segundo Geraldo, a última vez que limparam o terreno foi em setembro de 2006.
A pespontadeira Hilda Euripa dos Santos, vizinha de Geraldo, reclamou que pessoas de outros bairros aproveitam para jogar lixo no local. “Isso aqui virou um lixão. A Prefeitura tem que dar um jeito. Acho que o lote é dela”.
Rodrigo Peres, morador da Vila Flores, disse que nunca viu em seu bairro a limpeza da Prefeitura. Há pelo menos três anos, reclama do mato nos fundos de sua casa. “É um absurdo. Tenho procurado a Prefeitura direto, mas nunca vi eles fazerem nada para mudar este quadro. Enquanto isso, os ratos se proliferam. Não sei a quem recorrer”.
Colaborou Mônica Martins
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