‘Usuário não se transforma em super-homem’


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O médico urologista Joaquim Pereira Ribeiro confirmou que as drogas que combatem a disfunção erétil são eficazes em 80% dos casos dos pacientes com esse tipo de problema. Ele condena o uso das pílulas por parte de jovens, já que a droga não melhora o desempenho sexual de quem não apresenta dificuldades de ereção. Apesar do livre comércio, esses remédios só devem ser consumidos após a indicação de especialistas. Comércio da Franca - Quem não tem problemas de disfunção erétil pode tomar esse tipo de medicamento? Joaquim Pereira Ribeiro - Pode, mas não haverá melhora, ele não se tornará um ‘super-homem’. A resposta sexual tem um limite. Estes medicamentos devem ser consumidos somente com indicação médica. Comércio - Quais as causas dos problemas de ereção? Joaquim - Aproximadamente 80% dos casos de disfunção erétil ocorrem por problemas psicológicos, mas o consumo de álcool e tabaco potencializa o surgimento desta doença, assim como o uso de drogas. Comércio - Por que os diabéticos estão mais propensos a sofrer com a impotência? Joaquim - O diabetes é uma das causas mais comuns de disfunção erétil. Os diabéticos, devido às lesões vasculares produzidas pela doença, têm maior chance de desenvolver a impotência. A alteração neurológica do diabetes (neuropatia) resulta em quadros de séria disfunção erétil. A incidência de disfunção entre os diabéticos está entre 50% a 60% dos pacientes com mais de 50 anos. Comércio - O uso dos medicamentos pode viciar? Joaquim - Não causa dependência física, apenas psicológica; pois o uso contínuo desses medicamentos pode fazer com que o homem conclua que só terá êxito nas suas relações se tomar o remédio.

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