A cheia do rio Pardo pode levar à interdição da Rodovia Candido Portinari, que liga Ribeirão Preto a Franca, perto da ponte no km 321, em Ribeirão. Ontem, a água ficou a um metro de atingir o nível da ponte e, segundo a Autovias, responsável pelo trecho, a interdição deve ocorrer quando essa distância chegar a meio metro.
Nos últimos dias, a água do Pardo tem chegado a 4,5 me-tros acima do seu nível normal. Outro motivo que pode pesar na interdição é a força da água, que chegou a 973 mil litros por segundo, de acordo com o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) de Ribeirão Preto, o que pode provocar abalos na estrutura da ponte e causar riscos aos usuários da rodovia.
A Prefeitura de Ribeirão informou que a Defesa Civil está em constante contato com a concessionária para monitorar a situação da rodovia e do rio. Caso ocorra a interdição, rotas alternativas serão indicadas aos motoristas.
A abertura dos vertedouros da usina hidrelétrica de Caconde desde a última segunda-feira, segundo a empresa reguladora AES Tietê, é um dos fatores que contribuem para o aumento do volume de água. A usina funciona como reservatório, o que também minimiza o impacto das cheias causadas pelas fortes chuvas, que passam ainda pelas usinas de Euclides da Cunha e Limoeiro.
Segundo a AES Tietê, os parâmetros para diminuir ou aumentar a água represada nas usinas são fixados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), responsável pelo controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia.
Desde o início das chuvas, já foram desalojados, em razão das cheias dos rios, moradores ribeirinhos de Jardinópolis, Serra Azul, Cruz das Posses e Pontal (no caso da bacia do rio Pardo) e de Pitangueiras, Barrinha, Jaboticabal e Franca (no caso da bacia do Mogi Guaçu).
Já na zona urbana, Araraquara, Itápolis, Matão e Mococa também tiveram problemas. As chuvas deixaram uma morte: a do adolescente Sandro Lúcio Santos Soares, 17, que se afogou na última quarta-feira em Barrinha enquanto nadava no rio Mogi.
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