Produtores estocam café à espera de preço mais alto


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No fim do ano passado os cafeicultores de Pedregulho secavam o café em terreiros; hoje cerca de 70% ainda estão em armazéns, e situação é semelhante em outras cidades da região; produtores querem ao menos R
No fim do ano passado os cafeicultores de Pedregulho secavam o café em terreiros; hoje cerca de 70% ainda estão em armazéns, e situação é semelhante em outras cidades da região; produtores querem ao menos R
Em busca de melhores preços para o café, os produtores da região optaram por estocar o produto. Ao menos 50% das 800 mil sacas estocadas no armazém da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca e Região) não foram vendidas. A produção total da região é de 1,5 milhão de sacas. Atualmente, uma saca de 60 quilos é comercializada entre R$ 285 e R$ 290. Os produtores querem, no mínimo, R$ 300. O gerente de Comercialização de Café da Cocapec, Anselmo Magno, disse que o mercado está se ajustando para atingir os R$ 300. “O cenário é positivo e ainda podemos atingir este valor”, disse. O café que não foi estocado na Cocapec está em barracões em cidades da região e, em alguns municípios, a quantidade de grãos armazenados é ainda maior. Em Pedregulho, onde foram colhidas 300 mil sacas, apenas 30% delas passaram por negociação. “Quem tem mais condições de estocar são os grandes produtores que têm armazém próprio e dinheiro para financiar boa parte da produção. Os pequenos cafeicultores, ao contrário, além de ter que pagar para estocar, não podem atrasar o pagamento do financiamento e, por isso, não podem segurar por muito tempo”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Eli Brantini. O mesmo acontece em Ibiraci (MG) onde foram colhidas 350 mil sacas. “Se o preço não chegar a R$ 300, por R$ 295 os produtores já liberam o café. Eles não podem segurar por muito tempo porque precisam quitar as dívidas do financiamento feito para custear a produção e em março começam a vencer”, disse o comprador de café da Cocapec de Ibiraci, Maurílio Carvalho. Os produtores de Ribeirão Corrente também apostam em melhores preços. Até agora somente metade das 60 mil sacas foi negociada. O presidente do Sindicato Rural da cidade, Marco Antônio da Costa, acredita que grande parte dos grãos ficará estocada por até um ano. “Como a safra do ano passado foi muito grande, o produtor é prejudicado”, disse. Em Patrocínio Paulista, 60% da safra está fechada. “O tempo de estocagem não pode se prolongar por muito tempo já que os armazéns precisam de espaço a partir de junho para receber a nova safra”, disse João Toloi, que comercializa e aluga armazém para produtores de café. Colaborou: Alex Arcanjoleto

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