Passados 14 anos do último encontro com o pai, o comerciante Arlindo Nunes Siqueira, a dona de casa Ana Maria Siqueira, 31, quer revê-lo. As tentativas para localizar Siqueira começaram no ano passado com busca na internet, mas ainda não deram resultado.
“Sempre quis reencontrá-lo, mas depois que minha mãe morreu (de infarto, em março de 2006), a vontade ficou mais forte. Quero descobrir como ele está e se ainda está vivo. Mas preciso da ajuda para ter alguma pista”, diz, aflita.
As informações que tem sobre ele são as mesmas de 14 anos atrás, quando Ana Maria visitou o pai, acompanhada da mãe, em Vitória da Conquista (BA), onde ele nasceu. Na época, Arlindo estava morando com outra mulher, que chamava de Tinha e tinha outros dois filhos com ela. desde então, ne-nhuma outra notícia concreta sobre o pai chegou até a dona-de-casa.
Eles viviam na zona rural, num local chamado Curralinho. Na fazenda, cultivavam alimentos e os vendiam numa mercearia montada ali. O lugar não possuía energia elétrica, água encanada nem telefone, o que complicou ainda mais a situação da família.
Antes de se mudar de volta para o Nordeste, Arlindo trabalhava como zelador em São Paulo. Na capital, morava com a primeira mulher, a doméstica Regina do Carmo Faria, e tinha três filhos: Damião, 36, Ana Maria, 31, e Manuel, 27.
“Ele sempre quis voltar para sua terra de origem e juntou dinheiro por muito tempo até conseguir comprar terras na Bahia. Quando minha mãe conheceu a fazenda, sem energia nem água, não quis ir para lá. Continuamos em São Paulo e acabamos perdendo o contato.”
Ana Maria morava em São Paulo, mas se mudou para Franca há 6 anos depois de se casar com uma pessoa da cidade. Nunca esqueceu o pai e, ao longo dos anos, alimentou o sonho de reencontrá-lo. Mas com a mãe viva, não tinha coragem de se movimentar.
Quando Regina do Carmo morreu em março, a coragem reapareceu e Ana iniciou suas buscas. “Quero muito encontrar meu pai de novo, mas preciso de alguma informação concreta. Não tem como chegar lá e bater de porta em porta para saber se conhecem ele”, disse. A filha acredita que o pai esteja hoje com 70 anos.
SERVIÇOS
Informações podem ser passadas para os telefones (16) 3703-1893 ou (16) 3713-8858.
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