‘Meu vizinho já abandonou a casa’


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Acima ele mostra as rachaduras espalhadas na casa dele
Acima ele mostra as rachaduras espalhadas na casa dele
A fachada da casa é bonita, mas a garagem está suja, cheia de lama e papéis jogados. Observando de perto é notório que há meses ninguém pisa o local. As paredes estão rachadas e a porta tem um vão indicador de que a estrutura do imóvel está abalada. É essa a situação de uma das casas vizinhas de Daniel Duarte Alves. “Meu vizinho até desistiu de reformar, parece que abandonou a casa”. O dono da residência, disse Alves, mora em São Paulo e, de vez em quando, vem, muito desanimado, conferir como está o imóvel. Com um bairro bom e casas vizinhas bem-feitas, o proprietário nem sequer quis alugar a casa. Outras casas da Vila Tótoli estão com o mesmo problema. Nove vizinhos entraram com uma ação coletiva, mas foram estimulados pelos promotores a abrirem processos individuais. Segundo Alves, alguns vizinhos entraram com a ação contra a loteadora, a Prefeitura e até mesmo contra o engenheiro responsável pelas obras. O Comércio tentou contato com vizinhos de Alves durante a tarde de ontem, mas, na maioria das casas, estavam apenas empregados. Já à noite, por telefone, alguns vizinhos disseram que os imóveis têm problemas, porém, não confirmaram a ação. . Outros cinco moradores afirmaram que seus imóveis não apresentam abalos. Entre os afetados está o representante comercial José Roberto Gonçalves, 56 anos, que mora há três anos na Rua Emílio Bertoni. Ele paga R$ 430 de aluguel e já avisou a proprietária da situação do imóvel. “Eu até trouxe um engenheiro aqui para ver se há risco de desabamento. Fiquei preocupado, mas ele me disse que a garagem, por enquanto, é o local que mais preocupa”, disse Gonçalves. Nos fundos da casa, o representante comercial reformou o muro que apresentava rachadura. Já dentro da casa, os problemas são com os móveis. “Às vezes tenho que calçar os móveis que acompanham o declive do chão”. Mesmo a casa apresentando rachaduras, Gonçalves se candidatou a comprar o imóvel. “Gosto de morar aqui, é um bairro muito bom. Acho que as casas têm jeito”.

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