A Polícia Civil espera concluir até o fim deste mês o inquérito que apura as denúncias contra o padre Juscelino de Oliveira. O processo será encaminhado ao Fórum para apreciação da Justiça. Responsável pelas investigações, a delegada Graciela Ambrósio conta detalhes do caso.
Comércio da Franca - Como a polícia tomou conhecimento da ocorrência?
Graciela Ambrósio - Tão logo a garota contou para uma prima que tinha ido para a cama com o padre, sua família ficou sabendo e procurou a delegacia para prestar queixa. Abrimos o inquérito em outubro passado, mas só há poucos dias descobrimos que o autor era padre. É um dos fatos que muito nos abalou, pois ele era de confiança da família.
Comércio - Quais providências foram tomadas?
Graciela Ambrósio - Primeiro, requisitei o exame de corpo de delito, que deu positivo. O exame confirma que ela manteve conjunção carnal. Eu acredito na vítima e tenho certeza de que ela falou a verdade. Foi firme em seus relatos e não apresentou contradições. Estou convicta que o padre é culpado. Ele foi indiciado e responderá pelo crime de estupro. Ocorreu a violência presumida e a menina fala que foi forçada.
Comércio - O que o padre falou durante o seu depoimento?
Graciela Ambrósio - Marquei sua oitiva para terça-feira, mas ele não veio. Apareceu só um advogado. Como mencionei que iria pedir sua prisão caso não se apresentasse espontaneamente, o padre compareceu e, obviamente, negou todas as imputações.
Comércio - A senhora pedirá a prisão dele?
Graciela Ambrósio - Como ele se apresentou, um pedido de prisão não se justifica nesse momento. Pretendo concluir o inquérito o mais breve possível e encaminhar as provas para análise do juiz. O padre responderá por um crime gravíssimo e a Justiça decidirá o futuro dele.
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