Antes mesmo de descobrir que a menina havia sido abusada, seus familiares se mudaram do Jardim Aeroporto e foram morar em outro bairro também na zona sul de Franca. A família é natural de Águas Formosas (MG) e se mudou para Franca há cerca de 20 anos.
A dona de casa Otacília Pereira Oliveira, disse com exclusividade ao Comércio que está revoltada. “Tinha que ser justo com minha filha? Com a prima dele? Ele era uma pessoa de confiança, de dentro da nossa casa. Foi um absurdo o que fez com ela”.
A mulher mora com o marido e a filha em uma simples, mas confortável, casa de cinco cômodos. Católica, vai às missas com freqüência em seu bairro. Disse que não abandonará a religião, mas que não quer nem ouvir falar mais no nome do padre Juscelino Oliveira. “Não queremos nem ver mais a cara dele”.
Otacília nunca contou aos amigos e vizinhos o que aconteceu. Preferiu procurar a polícia e aguardar uma posição da Justiça. Só ontem aceitou quebrar o silêncio. “Agora, quero que todos saibam o que ele fez. Estamos passando por um momento muito
difícil”.
A mãe da garota disse que nunca vai sossegar enquanto não vir o padre ser responsabilizado pelo que fez. “Tenho fé em Deus que ele vai pagar. Minha filha não tem problemas e não é de ficar na rua. Ela é uma boa menina e nunca teve namorados. Porque não procurou outra mulher?”
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