‘Piscinão’ da Nicácio vira ponto de pescaria


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Com vara, anzol e iscas, Jeferson Prudêncio aproveitou para fisgar peixes do ‘Piscinão’. Cena se repete todos os dias
Com vara, anzol e iscas, Jeferson Prudêncio aproveitou para fisgar peixes do ‘Piscinão’. Cena se repete todos os dias
O “Piscinão da Major Nicácio” se transformou em ponto de pescaria. Todos os dias é possível encontrar de dois a três francanos tentando a sorte de fisgar uma das tilápias que vivem na lagoa de água suja que se formou nas obras inacabadas em um terreno ao lado do posto que tem o mesmo nome da avenida. O local está abandonado. Mato alto, lixo por todos os cantos, mal cheiro, ferros apodrecendo e muita sujeira cercam a lagoa. Não há qualquer alerta sobre os perigos. Também não existem proteção contra quedas ou invasões. “Vejo crianças e adultos freqüentando o terreno como se fosse um pesque e pague. Isso é um absurdo. Eles podem sofrer um acidente sério ali”, disse a dona de um dos estabelecimentos comerciais vizinhos ao terreno que pediu para não ser identificada. Alheio aos riscos, na manhã de ontem, o sapateiro Reginaldo Prudêncio, 40, foi flagrado pescando. Casado, morador do Bairro São José, ele disse ter o costume de ir à lagoa, pelo menos, duas vezes por semana. A cada pescaria, consegue de três a quatro peixes que leva para casa ou distribui entre os amigos “É bem difícil driblar tilápias. A gente precisa ter muita técnica e muita sorte para poder pegá-las. Mas eu consigo”. [FOTO2] Ele concorda que a situação seja perigosa, mas disse que o piscinão é seu único ponto de lazer. “Não quero que tirem essa distração. Eles deviam limpar a área, mas não acabar com ela”. Enquanto a reportagem o entrevistava, um casal chegou à lagoa para pescar. Munido de vara e anzol, o casal que não quis se identificar disse que era a primeira vez que ia ao local. “Viemos conhecer e ver se conseguimos pescar mesmo”. CASO ANTIGO O “Piscinão” surgiu há cinco anos durante a construção de um prédio na Avenida Major Nicácio. No local, existe uma mina. A água tomou conta do que seria a garagem subterrânea do prédio. Além disso, ainda se espalha pelas calçadas e pela avenida. Quando chove, o problema se agrava. Os donos da área faziam o bombeamento da água para que ela não se acumulasse, mas, há dois anos, esse serviço não é feito, o que deu origem à lagoa. Com medo do local se transformar em criadouros do mosquito da dengue, vizinhos jogaram alevinos na água, povoando com peixes.

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