O assoreamento da represa do Castelinho, situada no Parque Progresso, aumenta o risco de enchentes na região. A lagoa, que tem apenas 20% da sua capacidade original de retenção de água, segundo a Defesa Civil, enche com apenas uma hora de chuva e acaba complicando a situação na confluência dos córregos Cubatão e Bagres, próximo ao posto Galo Branco.
Quando foi inaugurada, há 40 anos, a represa tinha profundidade média de 5 metros. Hoje, não passa de 1,5 metro em grande parte dos trechos. O chefe da Defesa Civil em Franca, Alexandre Luís dos Santos, reconheceu o problemas e afirmou que o aprofundamento do leito seria importante no combate às enchentes, mas salientou que a iniciativa tem de partir da diretoria do clube, pois a área é particular.
“O clube, por meio de seus diretores, deve procurar a Prefeitura e tentar viabilizar alguma solução para o problema”, disse.
RAZÕES
O assoreamento do reservatório aconteceu porque, junto com as águas das chuvas, chega à represa uma grande quantidade de terra proveniente dos novos loteamento e obras viárias realizadas nas adjacências. Entre outros, Jardim Parati, Santa Cruz, Vila Hípica e Jardim Noêmia despejam águas na represa do Castelinho.
O diretor afastado do clube, Wilson Souza, afirma já ter procurado a administração municipal para realizar o desassoreamento do local. Segundo ele, porém, não houve acordo. “O clube tem dívidas e não tem condição de fazer a obra. Procuramos as autoridades, mas não houve nenhum acerto ou consenso”, disse.
Procurado pela reportagem, o Secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, disse que está em férias no Espírito Santo, não quis se pronunciar sobre o assunto e ironizou. “Se quiser me entrevistar, venha até aqui (no Espírito Santo) que conversamos. Não vou falar sobre este problema e ninguém na secretaria vai falar a respeito”.
CUSTOS
Wilson Souza afirmou que executou, quando na presidência do clube, um projeto com a empresa MDM Engenharia, de Ribeirão Preto, para resolver o problema. Segundo ele, os custos do projeto seriam de R$ 200 mil.
A atual diretoria, comandada interinamente por José Antônio Filho, disse desconhecer qualquer estudo. “Assumimos a diretoria a pouco tempo e não sabemos desse projeto, mas sabemos da necessidade de realizar a obra”, diz.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.