A Polícia Civil de Pedregulho instaurou inquérito ontem para apurar as circunstâncias em que ocorreram a morte do lavrador José Augusto dos Santos, 52. O trabalhador rural morreu terça-feira à tarde após levar um choque elétrico em uma cerca numa fazenda situada nas proximidades do Estreito. Os policiais querem saber se houve culpa por parte do proprietário, que poderá responder por homicídio.
O acidente de trabalho aconteceu por volta das 17 horas, quando o lavrador tentou passar a cerca para apanhar um pedaço de pau do outro lado. Ele pretendia limpar uma peça da máquina com a qual trabalhava. Ao colocar as mãos nos fios, recebeu uma forte descarga elétrica e ficou preso. A vítima ainda foi socorrida e levada com vida para um posto de saúde no Estreito, mas morreu logo em seguida por causa de uma parada cardíaca.
Familiares ficaram revoltados e disseram que não havia avisos no local informando que a cerca era eletrificada. O equipamento é utilizado em pastos para evitar que o gado fuja.
Peritos estiveram na fazenda e coletaram informações para apurar se a voltagem da cerca elétrica estava em conformidade com a lei. "Vou aguardar o resultado do laudo para decidir qual medida tomar. Se ficar comprovado que a vítima morreu em decorrência do choque e que a cerca estava fora das normatizações, o proprietário da fazenda responderá, no mínimo, por homicídio culposo (sem intenção de matar)", afirmou o delegado Fábio Branquinho.
A perícia tem prazo de 45 dias para concluir o laudo. A Sub-delegacia do Trabalho de Franca também deverá abrir procedimento interno para apurar o caso. O corpo de José Augusto dos Santos foi sepultado ontem à tarde no cemitério de Pedregulho.
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