Era para ser uma operação bloqueio. Se transformou em uma caçada a assaltantes. Perto de cem policiais civis e militares armados saíram às ruas ontem à tarde em mais de vinte viaturas para fiscalizar veículos suspeitos em diferentes pontos da cidade. O forte aparato não foi suficiente para brecar a ação de marginais. Durante a blitz, assaltantes invadiram uma lotérica na Vila Industrial, agrediram vítimas e roubaram R$ 8 mil. Parte dos homens que participavam da ronda policial deixaram seus postos e passaram a perseguí-los. Os ladrões conseguiram escapar.
Passavam alguns minutos das 18 horas e a lotérica situada na Avenida Champagnat já estava encerrando seu expediente. Antes que uma atendente terminasse de fechar as portas, dois homens armados com revólveres e com capacetes na cabeça invadiram o local. Anunciaram o assalto e mandaram todos se deitarem no chão. A ação demorou cerca de cinco minutos, tempo suficiente para aterrorizar as vítimas.
Havia dez pessoas na agência, entre funcionários e clientes. "Foi um desespero enorme. Um susto muito grande. Chegaram derrubando tudo. Agrediram o dono e uma funcionária com coronhadas na cabeça. Disseram para não olharmos para eles, caso contrário, nos matariam. Apontaram a arma até mesmo para um mulher grávida. Pensei no pior", disse uma vítima.
Os assaltantes roubaram todo o dinheiro existente nos caixas, cartões e telefones celulares das funcionárias. "Eles foram muito rápidos e violentos. Foi um alvoroço total. Quando deitei no chão, enfiei minha carteira debaixo do balcão. O ladrão pediu dinheiro, mas eu disse que não tinha. O comparsa dele ficou preocupado e o chamou para ir embora", disse um sapateiro que fazia uma "fezinha" na loteria. Os bandidos fugiram sentido ao Castelinho em uma moto azul. Policiais se deslocaram para o local, mas não conseguiram localizar os autores do roubo.
Segundo a Polícia Civil, eles já teriam sido identificados e a prisão seria uma questão de tempo. As funcionárias entraram em pânico na porta da agência e mal conseguiam fornecer detalhes do assalto aos investigadores. Elas choravam a todo o momento e tiveram de ser confortadas por familiares e amigos. O dono da lotérica não quis gravar entrevista, mas disse que já perdeu a conta de quantas vezes foi roubado. "Acho que já foram umas 12 vezes. Está ficando difícil trabalhar desse jeito", lamentou.
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