A população de Franca dará um salto nos próximos 13 anos. Ganhará mais 84 mil habitantes e estará mais velha. Estudo divulgado pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) revela que, em 2020, o número de pessoas residentes na cidade chegará a 410.209 pessoas. Um crescimento de 25,9% em relação a julho do ano passado, colocando Franca entre as dez maiores do Estado de São Paulo que mais aumentam. Seria como se toda a população que hoje reside em Batatais (55.234), Patrocínio Paulista (12.359) e Pedregulho (15.976) resolvesse, nos próximos anos, se mudar para cá.
Pela previsão, Franca terá mais habitantes que Bauru e Jundiaí, cidades atualmente maiores em relação à capital do calçado. A idade da maioria dos moradores também será maior. Pelo menos 67 mil pessoas terão entre 30 e 39 anos. Hoje, o maior número de habitantes se concentra na faixa etária dos dos 20 aos 29 anos (58.137). O estudo mostra ainda que o total de idosos quase dobrará neste período. Serão mais de 39 mil acima dos 60 anos, contra os 20 mil atuais.
Para o professor de arquitetura e urbanismo, José Antônio Lanchoti, as autoridades precisam estar alertas para essas mudanças. Calçadas, transporte coletivo, moradias e equipamentos urbanos de lazer e cultura terão quer ser repensados para receber esse público. “O município terá de melhorar sua infra-estrutura. Aumentar a oferta de serviços para que a qualidade de vida não seja afetada”, disse Lanchoti, que também é coordenador do Grupo de Acessibilidade do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do Estado de São Paulo.
Em novembro do ano passado, o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB), ao comentar o crescimento populacional da cidade, disse que Franca já começa a sentir os reflexos deste aumento no número de habitantes. “A Saúde é um exemplo claro de uma área em que a situação é crítica, mas estamos trabalhando, ampliando algumas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), construindo creches e reestruturando o trânsito de Franca. Ainda é pouco, mas não temos como investir mais”.
Para o prefeito, a única solução para que o crescimento não signifique diminuição de qualidade de vida é incentivar o desenvolvimento econômico da cidade. “Para isso, é preciso que os governos federal e estadual nos ajudem”.
METODOLOGIA
A estimativa do Seade é feita com base em três componentes (fecundidade, migração e mortalidade) e serve para que os municípios façam o planejamento dos investimentos públicos, os quais garantirão serviços como saúde, educação, saneamento básico e habitação para a população.
O estudo confronta dados de registro civil (nascimentos, casamentos e óbitos), obtidos em cartórios, com números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), emitidos pelos Censos Demográficos.
Os dados estão organizados em faixas etárias e sexo e permitem delinear cenários demográficos para o período 2001-2010 e para os anos 2011 e 2020 em todo o Estado de São Paulo.
Colaborou Alex Arcanjoleto
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