Muitas pessoas colecionam os mais diferentes objetos em todo o mundo. Desde preciosidades como quadros pintados por artistas famosos, até peças simples como moedas ou cartões telefônicos.
Alguns começam como hobby ou forma de entretenimento. Para outros, colecionar é uma paixão. Neste segundo grupo insere-se o médico francano Ricardo Infante Ferreira, 53, especialista em oftalmologia, formado também em Direito e Jornalismo. Ele coleciona máquinas fotográficas, livros e relógios. São centenas de peças antigas e raras. Algumas, adquiridas em leilões e compradas de pessoas anônimas, outras herdadas de seus avós.
O gosto por colecionar começou na infância, quando Ricardo ganhou uma máquina fotográfica de sua avó. “Fiquei apaixonado por ela, tanto é que a tenho guardada até hoje. A partir daí, comecei a gostar de fotografia e passei a investir em máquinas famosas e raras”, diz o médico, que tem algumas das melhores máquinas do mundo. Entre as preciosidades que possui, está uma máquina fotográfica de 1927. Iguais a esta, só existem outras quinze no mundo. Uma das prediletas do colecionador é uma máquina usada pelo famoso fotógrafo americano Ansel Adams.
Seu acervo de máquinas fotográficas passa de mil peças. Algumas, com poucas unidades no mundo. “Só seis pessoas possuem a Leica modelo 0, e eu sou uma delas”, diz.
Além desta paixão por fotografia, Ricardo cultiva o gosto pelos livros. “Tive mais interesse quando estava cursando a faculdade de medicina. Os livros que meu pai e meus avós possuíam, os que eles não usavam mais, eu ia juntando e organizando. Depois passei a comprar livros importantes e inéditos”. Segundo afirma, dispõe de uma biblioteca pessoal com mais de 15 mil livros. “Guardo livros de várias gerações. Algumas bem especiais, como a primeira edição médico-cirúrgica publicada da história, escrita por um francês”, diz ele.
Encontram-se em sua biblioteca as primeiras edições das obras Dom Casmurro, de Machado de Assis, Os Sertões, de Euclides da Cunha, e A Moreninha, de José de Alencar. Uma raridade é uma bíblia impressa no ano de 1806. Para Ricardo, os livros não são apenas para colecionar. “Gosto de ler bastante, então todos os dias apanho alguns do meu acervo”.
O médico ainda dedica atenção especial à sua coleção de preciosos relógios. A maioria deles fica guardada em cofres de banco, como um que tem 200 anos, de acordo com Infante. No ítem curiosidade ele aponta uma lista telefônica da cidade de São Paulo, ano 1934. Já lhe fizeram uma proposta para comprá-la, mas ele recusou. Segundo o colecionador, muitas pessoas o procuram para tentar comprar algumas de suas relíquias, mas ele diz jamais abrir mão das peças. “Não vou vender nenhum dos meus preciosos objetos. Cada pessoa gosta ou investe em alguma coisa, eu aprecio colecionar máquinas fotográficas, livros e relógios”.
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