Bolor atormenta moradores de imóveis no Jardim São Paulo


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Paredes do apartamento da dona de casa Maria Célia Araújo estão todas mofadas: infiltrações tomam conta do Conjunto Habitacional “Soldado Adelino Augusto da Silva”
Paredes do apartamento da dona de casa Maria Célia Araújo estão todas mofadas: infiltrações tomam conta do Conjunto Habitacional “Soldado Adelino Augusto da Silva”
Famílias que moram nos apartamentos do Conjunto Habitacional “Soldado Adelino Augusto da Silva” (antigo Residencial Paulo Henrique), no Jardim São Paulo, sofrem com infiltrações. Faz apenas um ano e meio que se mudaram para o local, mas já convivem com paredes emboloradas. As fortes chuvas dos últimos dias agravaram ainda mais os transtornos causados pela umidade. Os vizinhos estimam que 60 apartamentos estejam ocupados (do total de 68 unidades) e cerca de 240 moradores convivam com a ação dos fungos. A dona de casa Maria Célia Araújo, seu marido e dois filhos moram no segundo andar de um dos blocos do conjunto. No local, todos os cômodos estão tomadas por de manchas pretas. A maior preocupação dela é com a saúde dos filhos, já que o quarto deles está mofado. “Eles já estão com alergias respiratórias. O apartamento precisa de reparos urgentemente.” A vizinha Aparecida de Souza, 51, vendedora, mudou-se para o apartamento 1 em junho de 2005 e diz que desde então o imóvel apresenta infiltração. “Com as primeiras chuvas, as paredes de fora começaram a descascar. A empresa responsável (Infratécnica Construções) está passando uma massa impermeabilizante, mas já foram duas mãos e nada resolveu”. A moradora deseja continuar no prédio, mas quer que o problema seja resolvido. “Gosto do bairro, do local e do tamanho do apartamento, mas, com tantos problemas, começamos a questionar a estrutura do prédio. Será que minha casa é segura mesmo?”, disse a vendedora, que paga R$ 201 de prestação da casa. ACOMPANHAMENTO Os moradores do conjunto procuraram o Procon, a construtora Infratécnica e a Prohab (Núcleo de Habitação Popular) de Franca, que acompanharam a distribuição dos 68 apartamentos do conjunto habitacional construído em 2004 pelo sistema PAR (Programa de Arrendamento Resdiencial), da CEF. Na semana passada, o superintendente da Prohab, Vanderlei Tristão, foi informado sobre a infiltração e prometeu acompanhar a solução. Ele disse ter entrado em contato com a CEF e com Infratécnica Engenharia e Construções para pedir atenção aos moradores do Jardim São Paulo (leia mais em texto nesta página). “O maior problema no local é o revestimento das paredes. Todo prédio tem telhado embutido e, como as paredes ficam totalmente expostas à ação das chuvas e sol, precisam ser revestidas com pastilhas de cerâmica para protegê-las. Isso não foi feito no Jardim São Paulo. Vamos ver o que poderá ser feito agora”, completa Tristão.

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