Região invade Franca para comprar


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A dona de casa Maria Aparecida Soares, de Capetinga (MG), aproveitou o dia de ontem para comprar roupas no Carrefour
A dona de casa Maria Aparecida Soares, de Capetinga (MG), aproveitou o dia de ontem para comprar roupas no Carrefour
Franca nunca mereceu tanto o título de cidade pólo da região. Pelo menos quando o assunto é setor comercial. Com a instalação de dois novos hipermercados, a revitalização do Franca Shopping e os investimentos do Shopping do Calçado, o número de moradores de outras cidades que decidem viajar para fazer suas compras na cidade deu um salto. Não existem estatísticas oficiais, mas basta dar uma volta pelas ruas da cidade para perceber a mudança. O fluxo maior acontece aos fins de semana, quando famílias inteiras passeiam pelo calçadão do Centro ou lotam os corredores dos dois shoppings da cidade. No do Calçado, há dias em que 60% da clientela é de moradores da região. “Recebemos visitantes de várias partes até mesmo de Ribeirão Preto, São Sebastião do Paraíso e Passos (MG)”, disse Priscila Lopes, da administração do empreendimento. No Franca Shopping, não é diferente. Aos fins de semana, o centro de compras chega a receber 30 mil visitantes. Grande parte é oriunda de cidades vizinhas. “Muitos de nossos clientes são de fora, principalmente de Cássia e Passos. Acho que eles representam quase a metade dos nossos consumidores”, disse a vendedora de uma loja de roupas, Kênia Miranda. Para abocanhar ainda mais consumidores para a cidade, a Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca) já estuda a possibilidade de estender o horário de funcionamento das lojas de rua. A idéia é que elas passem a funcionar pelo menos um domingo por mês das 9 às 15 horas. A proposta ainda depende de um acordo dos lojistas com os empregados. “Estamos confiantes. Com o horário estendido, poderemos atender melhor”, disse Jayme Batista, presidente da Acif. A associação também não tem dados sobre o fluxo de consumidores da região, mas Jayme acredita que o número de pessoas que se deslocam para cá cresça 5% a cada ano. Se, para Franca, a vinda de novos consumidores é um ganho de receita, para os prefeitos da região, esse movimento de consumidores não tem nada de positivo. “Nossos comerciantes perdem muito com isso”, disse o vice-prefeito de Rifaina, Abrão Bisco Filho. O prefeito de Ibiraci, Ismael Cândido (PT), disse que não há como controlar a migração dos consumidores. “Não tem jeito. O que não encontram aqui, compram em Franca mesmo”. Colaboraram Melissa Toledo e Alex Arcanjoleto

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