Quem é vivo sempre aparece. O ex-presidente da Câmara Municipal, Marcelo Mambrini (PMN), é a prova de que o ditado é verdadeiro. Ele, que esteve descansando em Santa Rita do Passa Quatro e em um rancho na região da represa do Itambé, próximo a Ibiraci, voltou a Franca ontem e disse que durante seu comando tomou todas as medidas necessárias para apurar o disque-sexo na Casa.
Se a investigação não andou, Mambrini diz que o pro-blema é do diretor-geral da Câmara, Afonso Teodoro de Souza Filho.
“Deixei o caso sob determinação do diretor da Câmara. Ele está lá para isso”, disse Mambrini, sobre o processo que investiga mais de 200 ligações de ramais do Legislativo para o celular de uma suposta prostituta de Divinópolis (MG), entre janeiro e setembro de 2006.
Mambrini disse que “determinou o desconto na folha dos funcionários correspondentes aos ramais e a apuração posterior, por exemplo, da clonagem da linha”. O ex-presidente afirmou que não se informou do andamento do processo e, como não foi informado de nenhuma anormalidade, presumiu que o assunto estivesse resolvido.
O vereador promete solicitar, por meio de ofício ao presidente atual, Joaquim Ribeiro (PSB), que Afonso explique as razões pelas quais não procedeu os descontos conforme sua orientação.
Mambrini também negou que a lentidão nas apurações tenham tido motivação política. “Jamais pensei em criar esse fato político para desgastar politicamente o Joaquim. Até porque, se existe responsabilidade administrativa, ela é minha”, admitiu.
O diretor-geral da Câmara, Afonso Teodoro de Souza Filho, está em viagem e não foi encontrado ontem para comentar a declaração.
Em uma das oportunidades em que a reportagem tentou contato, através do aparelho celular de Souza, uma mulher atendeu o telefonema e disse que pediria a Afonso para entrar em contato com o jornal, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.
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