‘Isso é jogo baixo, onde vale tudo’


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Wilson Pedro de Souza em visita ao Comércio no ano passado: presidente afastado da AEC fala em ‘jogo baixo e sujo’
Wilson Pedro de Souza em visita ao Comércio no ano passado: presidente afastado da AEC fala em ‘jogo baixo e sujo’
O presidente afastado da AEC (Associação dos Empregados do Comércio) Wilson Pedro de Souza, acusado pela atual administração do clube de apropriação indébita, desvio de dinheiro e até por falsificação de documentos, disse ontem que tudo não passa de uma “manobra política”. Para ele, a intenção de seus oponentes é conturbar as eleições marcadas para o domingo e que definirão a diretoria que comandará o Castelinho pelos próximos dois anos. Souza, que vai disputar o pleito contra integrantes da comissão, é alvo de uma representação protocolada no Ministério Público Federal na última sexta-feira (leia mais ao lado). “Desconheço todas as acusações. Isso nada mais é do que jogo baixo, sujo, onde vale tudo. O homem tem que ter um pouco de caráter. Para eles, fazer campanha é denegrir a minha imagem”, acusou. Ele pretende dar início, esta semana, a um processo contra os membros da comissão pedindo uma indenização pela divulgação das acusações “ainda não apuradas e menos ainda comprovadas”. Wilson disse que o levantamento “informal” feito pela comissão “não tem validade” e que o processo “carece de legalidade”, já que “restringiu o direito de defesa”. “Como acusar uma pessoa com suposições? Minhas ações estão documentadas, registradas. Não fui ouvido. Como é que se acusa uma pessoa sem ouvi-la?”. O ex-presidente afirmou que nunca escondeu informações de sua gestão. Ele reconhece, porém, que a dívida do clube cresceu durante sua administração, apesar de não confirmar os R$ 2,7 milhões em débitos apontados pelos opositores. “Quando eu estava lá não era tudo isso não. Quando eu assumi, a dívida era de R$ 800 mil. Isso porque o clube era, e ainda é, deficitário em cerca de R$ 45 mil mensais”. Wilson também confirmou que não repassou à Previdência Social as contribuições descontadas dos funcionários, mas negou que tenha se apropriado dos valores. Disse ainda que essa prática se repete no clube há pelo menos 15 anos. “O clube não tinha o dinheiro para enviar à Previdência. Como vou me apropriar de uma coisa que o clube não tem?”, indaga.

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