Comissão engrossa lista de acusações


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As ameaças de processo feitas pelo presidente afastado da AEC parecem não assustar a comissão interina de associados que administra o clube desde 3 de dezembro de 2006, quando Wilson Pedro de Souza foi destituído. “A comissão jamais apresentaria uma representação no MP sem documentação que fundamentasse essa representação. Quanto a ele entrar com um processo, é um direito dele e, assim que tomarmos conhecimentos, veremos o que fazer”, disse Clóvis Alberto Castro, um dos dez membros da comissão. Ontem, o grupo acrescentou mais três itens à longa lista que pairava sobre Wilson desde sexta e já incluía denúncias de crime de apropriação indébita de verbas previdenciárias, crime contra a ordem tributária e prática de “caixa dois” nas contas do clube. Em mais uma representação ao MPF (Ministério Público Federal), o presidente afastado é suspeito de adulterar um contrato, falsificar uma assinatura e interceptar correspondência. Na presidência da AEC, Wilson teria violado documentos endereçados a outras áreas do clube e alterado cláusulas de um contrato da associação. A terceira acusação teria sido cometida durante o atual processo eleitoral do clube. O presidente afastado, que pretende retomar o comando da AEC no domingo, teria falsificado a assinatura de um dos membros de sua chapa. Se comprovada, a acusação pode provocar até a impugnação da candidatura de Wilson pelo Conselho Deliberativo do clube. A secretária do MPF confirmou, ontem, as duas representações, mas nenhum dos dois processos foi apreciado pelo procurador da República na cidade, João Bernardo da Silva. Souza nega as novas acusações.

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