Camelôs esvaziam praça para limpeza e poda de árvores


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Ontem quem procurava brinquedos made in Taiwan via Paraguai, óculos de sol de R$ 5, despertadores a pilha ou cartuchos de vídeogame perdeu a viagem até a Praça Dom Pedro II, a popular Praça do Itaú. Os camelôs, com exceção de alguns hippies vendendo colares artesanais, haviam desaparecido. A primeira impressão que se tinha era de que a Prefeitura havia resolvido remover o comércio informal daquele logradouro ou que os comerciantes estavam de férias. Nada disso. As barraquinhas foram removidas provisoriamente para que seja feita a limpeza do lugar e a poda das árvores. “Foram os taxistas que solicitaram a poda, porque, devido à chuva, muitos galhos estavam caindo. Aí a gente conversou com os próprios mercadores (camelôs) para ver qual seria a melhor data para eles tirarem as barracas, porque é preciso entrar um caminhão lá para fazer o serviço”, explicou Valéria Marson, secretária de Obras e Serviços Municipais, que disse ainda que após o fim da limpeza os vendedores estarão de volta, provavelmente já nesta terça-feira. O secretário de Governo, Odair Tristão, afirma que a Prefeitura prepara algumas mudanças para os 65 mercadores regularizados que trabalham na Praça Dom Pedro II. Segundo ele, haverá um recadastramento dos camelôs, ao qual se seguirá um projeto de melhoria do visual das barracas e programas, em parceria com o Sebrae, para a capacitação dos profissionais. Quanto aos problemas da pirataria e da higiene nas barraquinhas que vendem alimentos na praça, Tristão afirma que não é tarefa da Prefeitura fiscalizar. “Isso é um caso de polícia. Tem que acabar. A única coisa que os fiscais podem fazer é comunicar a autoridade policial”, argumenta.

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