A reforma de uma praça localizada na união das ruas Saldanha Marinho, Estevão Leão Borroul e Floriano Peixoto deixou revoltados os moradores e comerciantes das proximidades. Durante os serviços, executados há 15 dias, foram retirados todos os bancos e mesas que estavam instalados no local e, mesmo com a pressão de populares, a administração afirmou que não vai recolocar os bancos.
Como forma de protesto, o aposentado Onofre Tasso colocou duas cadeiras antigas na praça. “Dizem que aqui era ponto de usuários de bebidas e drogas. Isso é mentira, pois os bancos eram utilizados por funcionários de empresas próximas que faziam suas refeições aqui”.
A professora Mara Inês Jardini, que também reside nas proximidades, organizou um abaixo-assinado e conseguiu mais de 110 adesões. O documento foi protocolado na Prefeitura. “É revoltante, porque muitos idosos do bairro se encontravam e passavam suas tardes jogando truco e se divertindo aqui”, disse.
A secretária de Obras do município, Valéria Marson, afirmou que a reforma faz parte de um projeto de revitalização de praças da cidade, e justifica a retirada dos bancos. “Aquele local tem trânsito intenso de veículos e caso ocorra algum acidente lá, pode representar perigo de vida para as pessoas que ficam no local”.
Onofre Tasso não se conformou. “Moro aqui há décadas e nunca vi nenhum acidente grave. Essa desculpa não me convenceu, e queremos os bancos e as mesas de volta”.
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