Ano Novo... escândalo novo...


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O ano de 2007 mal começou e a Câmara Municipal já tem escândalo. O episódio do disque-sexo, em que um processo investiga mais de 200 ligações de ramais do Legislativo para o celular de uma suposta prostituta de Divinópolis entre janeiro e setembro de 2006, tem agitado os bastidores da Casa. O novo presidente, Joaquim Ribeiro (PSB), viu-se obrigado a apagar um incêndio que tem suas primeiras brasas encravadas ainda na gestão do ex-presidente Marcelo Mambrini (PMN), no ano passado. O processo do disque-sexo foi aberto no dia 29 de setembro. Depois de identificar gastos que somavam mais de R$ 300 com apenas um número de telefone celular, a direção do Legislativo resolveu apurar. O levantamento apontou que 12 dos 56 ramais da Câmara registravam chamadas. Entre os ramais envolvidos, cinco deles de salas de vereadores, um concentrava mais de 90% das ligações. Convidada a explicar os telefonemas, a funcionária que trabalha com o telefone negou que os tenha feito, em defesa escrita datada do dia 21 de dezembro. De setembro de 2006 a janeiro de 2007, o processo, que praticamente não andou, permaneceu em segredo. Os vereadores Marcelo Valim (PSDB) e Gilson Pelizaro (PT) chegaram a questionar a razão de nenhum parlamentar ter sido informado da investigação. O tucano, que é o vice de Joaquim Ribeiro, insinuou que os fatos teriam vindo à tona agora para prejudicar o início do mandato do vereador do PSB. O ex-presidente Mambrini não foi encontrado desde o dia 1º para explicar as razões da demora para apurar o disque-sexo. O fato é que o problema não resolvido em 2006 caiu no colo de Joaquim. E, um dia após o Comércio divulgar os episódios, ele adotou medidas para investigá-lo. “Vamos esclarecer esse caso”, tem garantido o presidente. O vereador do PSB pediu à CTBC relatórios das chamadas dos telefones da Câmara em 2006 e iniciou um levantamento para contabilizar os gastos com as ligações, cerca de R$ 960. Técnicos da companhia telefônica afastaram a hipótese de clonagem do telefone, que chegou a ser cogitada, e disseram que há atraso de até um dia no registro de ligações pelo PABX da Câmara, o que explica o registro de alguns telefonemas em domingos. Desde o início das investigações, apenas uma funcionária da CTBC conseguiu falar com a garota de programa. De maneira desconfiada, a prostituta teria dito “que não revelaria o nome de seus clientes”. Como, desde então, todas as ligações para o número caem na caixa postal, Joaquim planeja entrar na Justiça para saber quem é o proprietário da linha. “Vamos chegar até essa pessoa”, disse.

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