Afinidade permanece depois de décadas


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As amigas Dinorce dos Reis (a dir.) e Lúcia Garcetti se abraçaram depois de 25 anos
As amigas Dinorce dos Reis (a dir.) e Lúcia Garcetti se abraçaram depois de 25 anos
A aposentada Miriam Assis Moura Barcellos Ferreira, 69, que mora em Ribeirão Preto, em meio a emoção disse que esperava pelo encontro dos 50 anos de formatura há um ano. “Como eu não tinha contato com ninguém fiquei com medo de não ser lembrada”, disse. Miriam não revia as amigas há anos. Da mesma cidade veio Dinoerce dos Reis Nério, 73. A professora aposentada Wanda Lambert, 71, sempre morou em Franca, mesmo assim não revia a maioria das colegas há anos. “Felizmente estão todas bem de saúde”, afirmou. Em determinado momento, enquanto conversava com amigas em uma roda disse: “Vocês estão percebendo? Formamos de novo a mesma panelinha do tempo da escola”, brincou. Umas das mais animadas era Lúcia Garcetti, 67, que hoje dá aulas de piano e artes. “Esse encontro é muito bom para a gente rever as amigas, mas triste ao mesmo tempo que a gente fica sabendo que algumas já morreram”, disse ela que não parava de abraçar as amigas do tempo da escola. Até mesmo quem mora longe fez questão de estar presente. Marli Nascimento Bueno, 68, mora em Bebedouro e quando ficou sabendo do encontro não pensou duas vezes. “Estava com muita saudade. Eu tinha que estar aqui para revê-las. A maioria não via há 25 anos”, disse. O encontro reuniu ainda quem não seguiu a carreira de professora. Gláucia Derruci, 68, se formou em sociologia e mesmo morando em Franca perdeu o contato. “Esse é o melhor presente que eu poderia ter ganho. É muito bom rever minhas amigas”, disse e logo depois foi abraçar mais uma que chegava. Haydil Marquiafave Teles, 66, se formou em 1958, mesmo assim tinha muita amizade com a turma de 1956 e por isso fez questão de ir.

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