Ciretran suspende 400 candidatos a motorista


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Pelo menos 400 candidatos a motorista em Franca, Restinga, Ribeirão Corrente, São José da Bela Vista e Cristais Paulista que não conseguiram concluir os exames em um prazo de 12 meses terão de iniciar, novamente, o processo para tirar a CNH. Antes, os exames tinham validade de até cinco anos, mas, no ano passado, o governo estadual mudou a regulamentação e reduziu drasticamente o prazo. A portaria determina, ainda, que o dinheiro já investido pelo aluno não seja devolvido. O delegado Marcelo Caleiro disse que a Ciretran local fez um mutirão, em dezembro, para tentar minimizar os efeitos da mudança, mas que, mesmo assim, o número de pessoas prejudicadas foi elevado. “Realizamos exames de segunda a sexta-feira durante todo o mês. Nossa intenção era diminuir ao máximo o índice de cancelamentos. E conseguimos um resultado satisfatório, pois há circunscrições menos abrangentes com mais suspensões”, disse. Para Caleiro, a falta de dinheiro é o que mais leva as pessoas a parar o aprendizado. O valor despendido para tirar a CNH é, em média, de R$ 800. A maioria das auto-escolas divide o valor em até 12 parcelas. “A falta de dinheiro é o principal problema. Se a pessoa fica desempregada, tem de priorizar o essencial e parar com os exames”, disse. “Há também quem pare por não conseguir ser aprovado em alguma etapa”. ‘NÃO DEU’ O eletricista Carlos Eduardo Braguim, 25, é um dos alunos que terão de iniciar os exames do zero. Ele já havia passado pelos testes psicotécnico, médico e teórico e pago aproximadamente R$ 200 por eles, mas não conseguiu concluir a tempo e, agora, terá de pagar tudo de novo. “Passei meio apertado e tive de parar. Perdi tudo. Mas não há o que fazer agora. Vou parcelar e começar tudo de novo”, lamenta.

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