"Estamos trabalhando neste projeto novamente". O novo presidente da Câmara Municipal, Joaquim Ribeiro (PSB), não esconde o entusiasmo com que trata os planos de construção do novo prédio do Legislativo de Franca, no Parque das Águas, próximo ao Terminal Rodoviário. Acompanhado dos vereadores Luiz Carlos Fernandes (PDT) e Mauricio Chinaglia (PSB), Joaquim visitou o Café do Comércio e foi recebido pelo diretor-responsável do jornal, Corrêa Neves Júnior, na tarde de ontem e revelou que pretende iniciar as obras até julho.
Nas suas duas primeiras semanas de mandato, o vereador do PSB recuperou os projetos iniciados na sua primeira gestão à frente do Legislativo, nos anos de 1993 e 1994. Joaquim encomendou a digitalização da planta antiga e negociou com a Aerf (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Franca) a doação dos projetos de estrutura elétrica, hidráulica, de telefonia e de informática.
Depois que todo o projeto estiver pronto, ele será enviado à Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura, que calculará o valor da obra. "Somente aí teremos uma noção de quanto ela custará", disse o presidente. O orçamento será o último passo antes da abertura da licitação da obra. "Acredito que nos próximos 60 ou 90 dias esse projeto já estará licitado. Na vida pública, esse processo é complicado, moroso. Mas até julho, no mais tardar, a obra terá começado".
No orçamento do município, já constam R$ 700 mil destinados especificamente para a construção do novo prédio do Legislativo. Joaquim pode, com o auxílio do prefeito, remanejar outros recursos da Câmara. Além disso, o presidente pretende buscar auxílio financeiro do Estado e da União para angariar toda a verba. "Os nossos deputados estaduais e o federal poderão colaborar para que recursos, além dos cofres municipais, possam nos ajudar", disse.
INDEPENDÊNCIA
Além do principal projeto de sua gestão, Joaquim disse também como pretende conduzir a Câmara neste ano. O vereador revelou que a nota 5,44 dada pela população de Franca ao Legislativo segundo pesquisa Comércio/Datalink está "atravessada em sua garganta" e prometeu que a avaliação será bem diferente no fim de 2007. "Me incomodou muito esses 5,44. De posse desse indicador vamos trabalhar para resgatar a altivez da Câmara. No final do ano, esses 5,44 vão mudar", prometeu.
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Durante a visita, Joaquim também garantiu que não será influenciado a aprovar os projetos apresentados pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que o apoiou na disputa pela presidência da Câmara. "O PSB sempre teve uma posição de muita independência e isso será mantido. A harmonia entre os poderes deve existir, mas conciliação sem independência é submissão. E o PSB não se submete a isso", disse.
Para Joaquim, não houve influência do prefeito Sidnei Rocha na negociação que o conduziu à presidência do Legislativo no ano passado. A posição do atual presidente da Câmara é bastante diferente da adotada pelo prefeito. O tucano comemorou a aliança como se tivesse cooptado os vereadores do PSB para a bancada da situação na Câmara e chegou a dizer em seu quadro diário em programa na rádio de sua propriedade que ele teria sido um dos artífices da coalizão. "Isso com certeza é critério subjetivo de observação. Fomos ao gabinete do prefeito e ele manifestou que apoiaria a minha candidatura. Em política, os apoios são bem-vindos. Mas isso não significa nenhuma submissão", afirmou o presidente da Câmara.
Para Corrêa Júnior, que recebeu a comitiva de vereadores, o médico tem uma missão. “Experiência e votos, Joaquim tem de sobra. Torço para que no comando da Câmara exerça um mandato que faça jus à sua biografia”.
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