Ih, Chuveu!


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As chuvas que fecharam dezembro e adentraram janeiro e só deram trégua nesta semana, anunciam que estão voltando. E com elas, os bolores e fungos nas paredes, roupas e móveis de diversos lares francanos. Além de provocar estragos materiais, este tipo de problema também pode causar transtornos à saúde, principalmente àquelas pessoas que sofrem com algum tipo de alergia. Cuidados específicos podem diminuir ou até descartar crises, mas é preciso ficar atentos aos sinais de umidade. Muito tempo com chuva caindo sem trégua já é sinal de que o “bicho vai pegar”. Casas que não possuam uma boa pintura feita com tinta impermeabilizante, têm maior propensão a criar mofo. Mas, não é apenas a tinta - ou a falta dela - que permite a entrada do “invasor”. O fungo que causa o mofo nas paredes se prolifera em locais úmidos. A umidade, no entanto, pode surgir de vazamentos de um cano furado, fissuras nas paredes até incorreções no telhado. Na casa de Geni Aparecida Loureiro, mãe de Alessandra, foi assim. Pequenos pontos esverdeados começaram a surgir no teto após longas chuvas. Tempos depois, sem que Geni percebesse, os pontos cederam lugar a uma enorme mancha que foi ganhando tonalidades cada vez escuras enquanto as chuvas do final de dezembro não cessavam. Por fim, duas manchas de, pelo menos, um metro de raio, tornaram-se perceptíveis a qualquer pessoa que adentra ao quarto de Alessandra. “Depois que parou a chuva, chamamos um pedreiro que verificou o problema. Eram algumas telhas quebradas, que permitiam que se acumulasse água no forro e, por isso, mofou meu teto”, contou Geni. Para que sua filha, alérgica a fungos, não tivesse uma crise de rinite, Alessandra passou a dormir no quarto de sua mãe. “Já resolvemos o telhado, limpamos o forro e o impermeabilizamos. Agora está tudo certo”, disse. ALERGIA A chegada das chuvas não deveria representar tantos “perigos” aos alérgicos assim. “E não representam”, segundo a médica Vera Rezende em recente entrevista. “Durante a época das chuvas, também é importante a preocupação com pontos de bolor nas paredes de dentro de casa. Os pacientes com rinite alérgica sofrem com a presença de fungos. Mas, fora isso, os problemas são menores do que com o inverno”, diz Vera. Para evitar transtornos, segundo ela, a dica é manter a casa sempre limpa e sem a presença de umidade. “Prevenindo, dá para se conviver com a doença, mas sem crise.” A mãe da jovem Mara Cristina de Vietro, 17 anos, Regina Célia Robim, já é craque em eliminar potenciais pontos alergênicos. “Sofri durante anos com as crises de rinite e asma da minha filha, por isso hoje não admito fungos dentro de casa”, brinca a mãe de Mara.

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