Vereadores insinuam motivação política


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Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Valim (PSDB) foram os únicos a falar com ênfase sobre o escândalo do disque-sexo na tribuna da Câmara. Os vereadores disseram achar “estranho” o fato do processo que investiga mais de 200 ligações de ramais da Câmara para o celular de uma suposta prostituta de Divinópolis (MG), entre janeiro e setembro de 2006 ter vindo à tona somente agora. “Por que ninguém sabia de nada? Eu só fui saber do acontecido pela imprensa. Esperou a nova direção para aparecer?”, indagou o petista. O processo de investigação foi aberto no dia 29 de setembro, mas praticamente não teve andamento. O tucano, que renunciou ao cargo de primeiro-secretário durante a gestão do então presidente Marcelo Mambrini (PMN) alegando não ser informado sobre o dia-a-dia da Câmara, também disse que não conhecia o processo. Valim, atual vice-presidente da Câmara, fez uma insinuação nada sutil ao dizer que o caso teria sido abafado por Mambrini. “Isso aí é o cara fazer sacanagem com o outro”. O ex-presidente Marcelo Mambrini, que não foi à sessão extraordinária de ontem por estar descansando em um rancho na região da represa de Itambé, próximo a Ibiraci (MG), não foi encontrado para responder às acusações.

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