Formada normalista em 1956 na Instituição de Ensino Torquato Caleiro, Leila do Rosário Peranim Vieira organiza o encontro da antiga turma marcado para este sábado. “Foi uma sugestão da Teresinha, minha amiga de Bauru, que também virá. Queremos comemorar todo esse meio século de vida e trabalho”. Dos 23 formandos, espera 19 na reunião. “Quatro faleceram. Tomara que niguém tenha problemas para vir”. Entre aqueles quatro está seu marido, Ivan Vieira, falecido há 10 anos e cujo nome batiza o aterro sanitário da cidade. “Formou-se comigo e lecionou geografia do Brasil na Unesp de Franca”, comenta. Ao contrário dele, Leila sempre se interessou por crianças. “Desde 1960 alfabetizo crianças. Me aposentei na rede estadual e, como não quis ficar parada, prestei concurso para a rede municipal. Passei”, conta ela.
Mas não será apenas com os colegas de classe que Leila irá se reencontrar. “Convidamos a inspetora, Juraci Conceição da Silva, a Lair Coimbra Massei, que dava aula de psicologia e virá de Campinas, e a Rita Paulino Coelho, nossa professora de artes”.
Mas Leila também espera encontrar espaço para o presente. “Na minha época, era tudo cerimonioso: recebíamos os professores de pé, aprendíamos a ler com uma cartilha. Hoje não há esse cerimonial. Ensinamos o ‘abc’ com um alfabeto móvel, apenas letras soltas. A diferença? As crianças de hoje são mais criativas, mais fluentes no uso do idioma”, compara. Como a maioria dos colegas seguiu, como ela e Ivan, a carreira de professor, falta de assunto não será problema no encontro.
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