Novo presidente da Afic nega crise no setor


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Eduardo Ferreira (em pé) tomou posse ontem como novo presidente da Afic em cerimônia realizada no pavilhão da Fenafic
Eduardo Ferreira (em pé) tomou posse ontem como novo presidente da Afic em cerimônia realizada no pavilhão da Fenafic
Uma falha no sistema de som atrasou a cerimônia de posse da nova diretoria da Afic (Associação dos Fornecedores da Indústria Calçadista de Franca). Mas para o empresário Eduardo Ferreira, que substitui Arsênio de Freitas como presidente da entidade, não teve tempo ruim. Ficou de pé, empostou a voz, falou alto sem gritar nem ser antipático, discursou e foi ouvido pelas mais de 100 pessoas presentes. Com esse espírito de enfrentar dificuldades, Ferreira pretende liderar os mais de 500 empresários do setor na busca conjunta por resultados. “Começamos a Afic com três pessoas, depois sete, depois 15. Hoje somos 70. Queremos chegar a 150 em médio prazo, e, depois, unir os outros 300 empresários do setor”. Ferreira explica que o setor de componentes (que inclui fabricantes de solado, lojas de couro, cartonagens, representantes comerciais, entre outros) tem na Afic vários instrumentos para enfrentar as dificuldades do mercado. “A Associação, na gestão do Arsênio, conseguiu unir a categoria. Fez o banco de dados para troca de informação, arrumou a sede, organizou a feira (Fenafic) e firmou convênio com o instituto Albuquerque para dar treinamento aos profissionais das empresas associadas. Queremos dar continuidade a esse trabalho, formar consórcios para que os fornecedores consigam, unidos, ter mais facilidade para exportar. Juntos, podemos vender com mais competitividade nossos produtos para todo o mundo”. Ferreira admite que há adversidades para o setor. Segundo ele, as dificuldades do ramo de calçados afetam obviamente o de componentes, mas, com busca de novos mercados e com criatividade, dá para reverter a situação. “Teve um associado, dono de uma cartonagem, que além de se beneficiar com o aumento das exportações, começou a diversificar o negócio. Hoje, ele não faz só caixas para calçados, mas também para velas, brinquedos, etc”, afirmou. “Com a troca de experiências obtidas na associação, fornecedores de borracha podem aprender a diversificar seus mercados, vendendo para indústrias de brinquedos, por exemplo. Por isso que eu não falo em crise. Sou otimista. Há obstáculos sim, mas podemos superá-los”, completou. Arsênio Freitas, que agora passa a ser o segundo tesoureiro da Afic, também não acredita em crise. “São tempos difíceis, onde trabalha-se muito, e não se ganha tanto. Mas não devemos desanimar. Temos que buscar novos mercados, novos horizontes, não ficar aguardando decisões morosas do governo. Assim, Franca continuará sendo a capital do calçado”, concluiu.

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