O médico responsável pelo Pronto-Socorro "Dr. Janjão", Renato Del Bianco, disse ontem que estão corretos os procedimentos adotados pelo PS no atendimento ao paciente Edilson da Silva, 27, que acabou morrendo na noite de quarta-feira, 10. Segundo a família, o paciente teria ficado horas sem atendimento e recebido alta minutos antes de morrer. O médico contesta as informações dos familiares.
A família de Edilson da Silva, que era lavrador, disse que o rapaz chegou ao PS por volta das 10 horas de quarta-feira, sofrendo convulsões e vomitando. Após ser medicado, seu estado de saúde teria se estabilizado. Como o quadro de Edilson não era claro, os médicos o teriam mantido em observação por toda a tarde sem lhe dar assistência. O lavrador teria recebido alta por volta das 18 horas. Quando seus familiares foram buscá-lo, repentinamente, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
O diretor do pronto-socorro rebate as informações. Segundo Del Bianco, os registros do PS mostram que Edilson deu entrada às 16h19 de quarta-feira com um quadro de convulsões. "Ele não apresentava vômitos nem chegou cedo aqui, como afirma a família", disse. Edilson teria, então, passado pelo médico que recomendou a internação na Santa Casa. "Como o quadro era de convulsões, o profissional achou melhor levá-lo para o hospital. O fax foi passado. A resposta chegou às 17h14, dizendo para medicarmos ele e esperar. Foi o que fizemos".
Renato Del Bianco negou que o paciente tivesse recebido alta ou deixado as instalações do pronto-socorro. "Ele não saiu do setor de observação. Além disso, com a medicação feita, seu estado de saúde havia melhorado e ele estava já consciente quando, às 19h50, teve um mal súbito, sofreu uma parada cardíaca e morreu".
Os médicos tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso. "Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Infelizmente, ele morreu. Não houve falhas". Renato Del Bianco disse que os motivos da parada cardíaca só poderão ser esclarecidos depois que o corpo de Edilson passar por necropsia. "Sem exame, não podemos dizer o que houve. Se a família autorizar, ele será encaminhado para o exame". O diretor do "Dr. Janjão" considera todos os procedimentos adotados corretos e, por isso, não deve abrir nem procedimento administrativo.
ERRAMOS
Diferente do que foi publicado na edição de ontem do Comércio da Franca o médico Renato Del Bianco não se recusou a dar informações sobre o caso à reportagem nem se negou a ir ao pronto-socorro. Essas informações, na verdade, partiram de uma funcionária do hospital que se identificou como sendo secretária do médico.
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