O homem preso com uma arma quarta-feira à tarde em Igarapava (SP) permanece na cadeia e ficará à disposição das Polícias Civil e Federal de Minas Gerais para investigação. O marceneiro HFB, 42, é suspeito de integrar a quadrilha que assaltou duas agências bancárias e uma loja em São Gotardo (MG). O bando, que teria cerca de 15 pessoas, manteve oito pessoas como reféns e matou um cabo da PM durante a fuga.
O marceneiro foi preso no início da tarde numa estrada vicinal de acesso à Rodovia Anhangüera. Ele estava no interior de uma caminhonete D-20 preta e portava um revólver calibre 357 Magnum e 21 munições. Segundo informações da polícia, não é comum o uso deste tipo de arma. HFB é morador de Sacramento, cidade onde foram libertados os cinco policiais militares, dois delegados e um juiz.
A relação do marceneiro com a cidade e o tipo de arma que portava levantaram suspeitas de que pudesse ter alguma relação com o bando. “Não temos elementos que o incriminem, mas, por cautela, não podemos descartar nenhuma hipótese. Requisitei o exame residuográfico em suas mãos e também faremos perícia na arma para ver se efetuou algum disparo recente”, disse o delegado Clóves Rodrigues da Costa. Em depoimento, o suspeito negou qualquer envolvimento com a quadrilha e alegou que mantinha a arma dentro da caminhonete para se defender, pois viaja com freqüência pela região.
A Polícia Civil de Minas Gerais negou a prisão de cinco suspeitos em São Paulo, como chegou a ser anunciado, mas garantiu ter identificado dois assaltantes. Dorair Neverton dos Reis Alves, 35, é foragido da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cléber José Rocha, 23, teria escapado da cadeia de São Gotardo.
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