Não há como escapar. Depois das chuvas dos últimos dias, os buracos começaram a “brotar” não apenas no perímetro urbano, mas também em praticamente todas as rodovias e estradas vicinais da região. Aos motoristas, resta transitar com cuidado para não se envolverem em um acidente. O trecho da Rodovia MG 444, entre Capetinga e Cássia, é o mais castigado. São 30 quilômetros de muitos buracos, falta de acostamento e sinalização precária. Com a chuva, a situação só piorou. A rodovia é muito usada por caminhoneiros que têm como destino o interior do Estado mineiro.
Em alguns pontos, o motorista precisa invadir a outra pista para não cair em uma “cratera”. Em determinados trechos, nem isso dá para fazer. O prefeito de Cássia, Donizete Vilela (PP), reconhece que a situação é crítica e já fez o pedido de recuperação ao governo estadual. “O problema é que quase todos os funcionários do governo estão de férias e deve demorar um pouco para termos uma resposta. Estamos com esperança de conseguir”, disse o prefeito.
Outro trecho de Minas Gerais bastante castigado pelos buracos fica próximo a Claraval, depois da divisa com o Estado de São Paulo. A secretária de gabinete, Luiza Helena Cintra, disse que o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) fez uma operação tapa-buracos no fim de dezembro e amenizou a situação. Mas não por muito tempo. “Com a chuva, alguns pequenos buracos se formaram”, disse.
Nada satisfeito está o agricultor Marcos Donizete da Cunha, 50, de Ribeirão Corrente. Ele costuma usar a Estrada do Engenho Queimado, (entre Franca e Ribeirão Corrente) duas vezes ao dia.
Mesmo conhecendo bem o trecho, acabou sendo vítima. “Estou acostumado com os buracos, mas todo dia aparece um novo e acabei caindo em um deles. Não consegui desviar a tempo”, disse. Resultado: um pneu estourado. “Não teve jeito, tive que comprar um novo pneu”.
Nesta via, o trecho mais problemático fica no município de Franca. Nos primeiros dez quilômetros, é um buraco atrás do outro. Não tem como fugir para o acostamento, que está encoberto por mato e galhos secos. Para não cair em uma cratera, os motoristas desviam para a outra pista. A responsabilidade pela recuperação é da Prefeitura de Franca. Ontem à tarde uma equipe da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) começava a tapar os buracos. No município de Ribeirão Corrente, a estrada está boa.
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