‘Cheguei a pensar que fosse morrer’, diz refém


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Após serem encontrados pelos policiais de Sacramento, os reféns foram levados sem ferimentos para a delegacia de Araxá, onde passaram o dia e prestaram depoimento. Estavam abalados e evitaram contato com a imprensa. Um dos delegados chegou a se trancar em uma sala ao avistar fotógrafos e cinegrafistas. Os policiais só deixaram o prédio ao terem certeza de que não seriam filmados. O cabo Maurício Ferreira dos Santos, mantido refém durante emboscada realizada em uma mata na madrugada, foi o único que aceitou falar. “Eles já saíram do matagal apontando armas para nossas cabeças. Usavam um colega nosso como escudo humano. Para preservar a vida de todos e tentar uma negociação, preferimos nos render”. Aliviado por escapar com vida das mãos dos assaltantes, o policial disse que chegou a pensar no pior. “Foi uma experiência muito ruim. Eles nos ameaçavam a todo o momento e diziam que nos matariam. Falavam que já haviam matado um e que não pensariam duas vezes para voltar a matar. Cheguei a pensar que fosse morrer”.

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