Polícia ocupa divisa de Estados para prender ladrões de bancos


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REVISTA - Passageiros de ônibus foram revistados por policiais na entrada de Franca ontem de manhã
REVISTA - Passageiros de ônibus foram revistados por policiais na entrada de Franca ontem de manhã
Mais de 200 policiais militares de São Paulo e Minas Gerais bloquearam os principais acessos aos dois Estados, ontem, na tentativa de prender os integrantes da quadrilha que assaltou dois bancos e uma loja em São Gotardo (MG). Durante a fuga, os marginais fizeram cerca de 20 reféns e mataram um PM. Cinco policiais militares, dois delegados e um juiz de direito foram libertados na madrugada de ontem em Sacramento (MG). A polícia acredita que os assaltantes tenham escapado após cruzarem a ponte de Rifaina sentido a Franca. A polícia montou bloqueio nas estradas e está vistoriando veículos suspeitos na divisa entre os Estados. Um cerco foi realizado na Rodovia Cândido Portinari, próximo à entrada de Franca, e ocupantes de ônibus e carros vindos da região do Triângulo Mineiro foram revistados, pois existiam informações de que os assaltantes teriam fugido em direção à cidade. Nenhum suspeito foi detido. No início da tarde, um homem portando arma foi localizado em Igarapava. A polícia ainda não sabe se ele pertence à quadrilha. A caçada policial começou na tarde de terça-feira, quando um bando de cerca de 15 assaltantes espalhou o terror ao fazer um arrastão no Centro de São Gotardo, cidade de 24 mil habitantes situada a 290 quilômetros de Franca. Eram 16 horas, quando assaltantes armados com fuzis, metralhadoras e granadas, e usando roupas semelhantes às do Exército invadiram as agências do Banco do Brasil, do Itaú e da Loja Eletrozema. Numa ação rápida e violenta, renderam os funcionários e roubaram grande quantia em dinheiro - ainda não divulgada. A polícia foi acionada, dando início a uma série de três intensas trocas de tiros com os ladrões. Os bandidos fugiram levando reféns em direção à saída da cidade, quando se depararam com uma viatura da Polícia Rodoviária. Abriram caminho à bala e mataram o cabo Vandec Costa da Silva com um tiro de fuzil na cabeça. Outros dois policiais ficaram feridos. Os assaltantes prosseguiram em fuga em direção ao Rio Paranaíba (MG). Na rodovia, cruzaram com uma viatura composta pelos delegados Augusto César Gandora Capela e Wander Diógenes de Souza. Eles foram rendidos. O juiz Valnei Alves Diniz, da Comarca de Carmo do Paranaíba (MG), que passava por acaso pelo local, também foi abordado ao parar numa falsa blitz. Durante a fuga, vítimas eram usadas como escudos humanos e trocadas por outros policiais em cada bloqueio. Cinco deles foram pegos numa emboscada realizada na madrugada. Eles, os dois delegados e o juiz foram colocados no interior de duas viaturas da PM e passaram a madrugada circulando por estradas vicinais da região. Por volta das 6 horas, foram deixados amarrados ao lado dos carros perto de um posto de combustível entre Rifaina e Sacramento. Uma das vítimas conseguiu se soltar e acionou a PM.

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