A chuva registrada nos últimos dias tem contribuído para aumentar a população de caramujos africanos em Rifaina. Os moluscos começaram a aparecer no fim do ano passado em vários pontos como lotes vagos, embaixo de telhas e tijolos, cantos de paredes e até em buracos onde a terra é mais fofa. O problema é tão sério que obrigou a Secretaria de Saúde de Rifaina, por meio da Vigilância Sanitária, a promover arrastões por toda a cidade para combater o bicho que se prolifera muito rápido chegando a colocar 200 ovos a cada dois meses.
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Marcelino, disse que o sal (de cozinha) usado para matar os caramujos está sendo misturado à água. "Assim eles morrem mais rápido", disse o secretário. Em média, mais de cem caramujos são capturados por dia na cidade e são gastos mais de 125 quilos de sal por mês. Depois de matar os moluscos, o agente de vetores, Jovelino Coimbra coloca tudo dentro de um saco e põe fogo. A população é orientada a não exterminar o bicho devendo entrar em contato com a Vigilância Sanitária.
Entre as doenças causadas pelo caramujo, estão meningite e perfurações abdominais como apendicite. Os sintomas são dor abdominal, febre prolongada, anorexia, vômito, dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso.
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