A ajuda não pode parar


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Deitada na cama e com corte na testa do tombo que levou, Natalina Stalin é vista ao lado dos netos. Ela cria as crianças abandonadas pela mãe em 2005
Deitada na cama e com corte na testa do tombo que levou, Natalina Stalin é vista ao lado dos netos. Ela cria as crianças abandonadas pela mãe em 2005
Os problemas de saúde de Natalina Stalin, 49, continuam. Em março, fará quatro anos que a ex-trabalhadora rural está de cama, sem forças para andar. Desde que caiu e quebrou o joelho, desequilibra-se ao levantar. Mesmo doente, a senhora não foi poupada pelo destino. Em setembro de 2005, ganhou a missão de cuidar dos seis netos (entre 2 e 11 anos) abandonados pela mãe. Foi nessa época que o Comércio da Franca conheceu sua história. No último ano, o drama pouco mudou, mas a família não deixou de despertar a solidariedade das pessoas. Em 2006, alimentos, fraldas e litros de leite foram levados para eles. Natalina também foi integrada aos programas de renda dos governos municipal e federal. “Só não passei fome porque a Igreja Católica não deixou.” A partir de abril, após outra matéria publicada pelo jornal sobre suas dificuldades, a Prefeitura a visitou e ela começou a receber R$ 84 do Renda Mínima e R$ 15 do Bolsa Família. “Uso esse dinheiro para pagar a lavadeira. Não tenho condições de lavar a roupa minha e das crianças.” O dinheiro para o pagamento de água, energia e remédios provém dos R$ 350 de auxílio-saúde que recebe. Apesar do apoio que têm, colaborações ainda são necessárias. O pai das crianças morava com Natalina e contribuía com os cuidados dos filhos, mas desde agosto mudou de endereço. Ele foi morar com a namorada. Agora, cabe à avó cuidar dos netos. “A única coisa que me faz viver são eles. Mas só com ajuda mudaremos de vida. Precisamos de uma contribuição para pagar as contas de luz, água, farmácia e, principalmente, leite. Já ganhamos de uma pessoa dia sim, dia não, mas é insuficiente. Tem dias que fico sem colocar uma gota de leite na boca para não deixar as crianças sem.” [FOTO2] Leite é o alimento mais consumido na casa. São quatro litros por dia. Além dos pequenos, Natalina também depende da bebida para sua saúde. Ela tem de consumi-lo por recomendação médica. “É para fortalecer meus ossos.” A ex-trabalhadora rural é mãe de cinco filhos, mas diz que nem todos podem ajudá-la. “Eles já têm suas famílias, seus problemas e passam dificuldades também.” Natalina Stalin mora na Rua Jornalista Cláudio Abramo, 1016, no Jardim Aeroporto III.

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